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Orientador(es)
Resumo(s)
presente dissertação de mestrado tem por objetivo principal, a tentativa de articulação entre o CIRE e o CSC no Ăąmbito da responsabilidade civil dos administradores pela insolvĂȘncia culposa.
Numa primeira nota, dentro do regime do CSC, serĂĄ abordado o tema dos deveres dos administradores, este que se destaca nĂŁo apenas pela sua importĂąncia na prĂĄtica societĂĄria, mas igualmente como fio condutor da responsabilidade dos administradores das sociedades.
O dever de lealdade e as suas concretizaçÔes serão abordados no presente trabalho, em paralelo com a consagração da business judgment rule.
No que respeita ao regime insolvencial, apĂłs curta resenha sobre o mesmo, cuidaremos de estudar o incidente de qualificação da insolvĂȘncia, e as presunçÔes de insolvĂȘncia culposa previstas no CIRE.
Numa segunda nota, trataremos da anĂĄlise destas presunçÔes, enquanto mecanismo de responsabilização dos administradores pela criação ou agravamento da situação de insolvĂȘncia.
Tomaremos uma postura crĂtica quanto Ă s referidas presunçÔes de insolvĂȘncia culposa, as quais no nosso entendimento nĂŁo foram bem conseguidas pelo legislador, descorando, talvez por desconhecimento da realidade subjacente Ă vida das sociedades, a regulação do CSC quanto a esta matĂ©ria.
As reflexĂ”es sobre a responsabilidade pela insolvĂȘncia, serĂŁo orientadas pela ponderação dessas realidades jurĂdicas anteriores.
Ao longo desta dissertação pretende-se fazer um levantamento das questĂ”es mais problemĂĄticas e nĂŁo lineares, culminando com uma possĂvel solução prĂĄtica que a nosso ver serĂĄ o primeiro dos passos para a futura resolução da temĂĄtica. NĂŁo posso deixar de demonstrar o meu maior agradecimento ao Professor Doutor Pedro Caetano Nunes, pelo seu inestimĂĄvel apoio e disponibilidade na orientação da realização do presente trabalho.
Por fim, consigno também um especial obrigado aos meus pais, que permitiram a chegada a esta etapa, aos amigos que me acompanharam ao longo deste percurso, aos igualmente amigos e conselheiros Drs. António Taveira e Carlos Vieira, e à Carolina por todo o suporte e companheirismo.
