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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Tendo como pano de fundo a noção de persistência, este texto aborda quer a recorrênciade certas questões em fotografia, de uma perspectiva mais teórica ou filosófica,quer o modo como algumas imagens e alguns trabalhos com a imagem fotográfica dãoconta de peculiares persistências fotográficas, isto é, como as fotografias sobrevivem, sãoretomadas ou reconfiguradas, ganhando novos sentidos ao longo da sua existência.Nesta tensão entre uma ontologia fotográfica e o trabalho concreto com as imagens,será discutida a questão da evidência a partir das relações entre fotografia e pensamento filosófico, tomando-se como mote o trabalho fotográfico Evidence, de LarrySultan e Mike Mandel. As perspectivas de Roland Barthes e John Tagg relativamente a esta questão serão ponderadas mediante uma aproximação ao Tratado da Evidência, de Fernando Gil, procurando-se assim dar conta da complexa fertilidade do solo natal da evidência fotográfica. Para terminar, far-se-á uma breve passagem pelo atlas, considerado numa primeira instância enquanto figura visual e de pensamento que tem encontradona fotografia um aliado de peso, considerado, de seguida, de um modo concreto,a partir de uma situação limite que aparece no Atlas de Gerhard Richter.
Descrição
SFRH/BPD/95752/2013
UID/FIL/00183/2013
