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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A presente pesquisa tem por objectivo propor um entendimento do silêncio como
sensação, pretendendo demonstrar a possibilidade desta ser vivida no auto-retrato. Com
base na obra Francis Bacon - Logique de la Sensation, procurou-se então compreender a
noção de sensação e do modo como esta nos atinge, sendo necessária a criação de um
corpo sem órgãos como forma de a vivenciar, de tê-la na carne, de senti-la. Seguidamente
tratou-se da vasta influência do silêncio, numa tentativa de compreensão da
especificidade que se procurava trabalhar – silêncio enquanto um “nada cheio de tudo”,
como silêncio “potenciador” e “transmissor”. Posteriormente foi tratado o tema do autoretrato
procurando uma análise onde se pretende entender como é que o diálogo entre
criador e criação acontece. Baseada na ideia de espelho e deste como forma de entrada
no caos deleuziano, propôs-se aqui o auto-retrato como uma necessidade de reflexão
sobre o duplo – aquele que não é mais do que o “Eu virtual”. Deve-se entender o autoretrato
como uma marca do “Eu virtual” na superfície real. Para uma final compreensão
do silêncio como sensação indigitou-se um último exemplo – o auto-retrato sem
retratado. O auto-retrato é então uma presença do “não-presente”, um silêncio sentido
como forma de abertura do caos ao espectador.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Filosofia – Estética
Palavras-chave
Sensação Deleuze Silêncio Auto-retrato
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
