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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Tendo em conta a quantidade incomensurável de música que representa a stock music usada em produções audiovisuais de todo o tipo, é surpreendente que não tenha sido ainda alvo de estudos académicos aprofundados. Actualmente, a stock ou library music é composta tendo em vista a sua comercialização em bases online, podendo ser nelas categorizada segundo género (blues, rock), instrumentação, ambiente ou emoção (suspense, sentimental), entre outras possibilidades (TAGG 2006). Muitas destas categorias são transversais à maioria dos sites de stock music, sendo que uma em particular tem vindo a expandir-se e a ganhar cada vez mais destaque nestas bases: a categoria “empresarial” ou “industrial” (corporate). Esta é uma inclusão recente no catálogo de categorias destes sites, e é sobretudo pensada para vídeos promocionais de empresas (apesar de poder ser usada em qualquer tipo de produções uma vez adquiridos os direitos). Dada a necessidade de serem, desde o início, “etiquetadas” de forma imediata e inequívoca segundo classificações tipificadas, as faixas de stock music estão permeadas de clichés e estereótipos musicais, com associações reforçadas gradualmente por inúmeros produtos audiovisuais (GORBMAN 2006; CHION 2013 [1990]). Nesta exposição, pretendo centrar-me em quatro sites (Cezame, PremiumBeat, Audio Network e StockMusic), de modo a explorar questões como: quais os principais pontos de contacto entre as faixas de música categorizadas sob o termo corporate, tendo em vista uma construção de uma sonoridade “empresarial”; de que forma os discursos associados às faixas comercializadas (títulos, descrições, palavras-chave) condicionam a sua apresentação no site; e quais os possíveis usos em criações audiovisuais realizados por utilizadores de stock music.
Descrição
UID/EAT/00693/2013
Palavras-chave
stock music clichés audiovisual categorizações “empresarial”
