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Uma «peça fantástica» nos teatros de Lisboa no início do século XX

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Esta comunicação pretende abordar a obra Vénus na perspectiva do seu enquadramento na carreira de Augusto Machado como compositor de diversas obras para teatro musical, sobretudo óperas e operetas. Apelidada pelo compositor de “peça fantástica”, destaca-se pelo seu carácter distinto e insere-se no repertório de mágica. Foi estreada no Teatro D. Amélia em Lisboa, em Dezembro de 1905, numa adaptação e tradução de Acácio Antunes. Marcada pela componente cenográfica de grande complexidade de maquinaria e cenografia num espectáculo que resultou da colaboração das companhias dos teatros D. Amélia (Augusto Rosa) e Avenida (Sousa Bastos). O enredo desenrola-se a partir de um sonho, remetendo para um imaginário oriental e exótico que se reflecte na música, através de estratégias orquestrais diversificadas e pela utilização de instrumentos para determinados efeitos evocativos desse ambiente, realçado pela espectacularidade da componente cenográfica. Pretende-se sobretudo, apresentar e discutir elementos que contribuam para compreender de que forma os aspectos musicais e dramatúrgicos se articulam na génese deste espectáculo. A abordagem aos artíficios visuais e musicais aprofunda a compreensão dos elementos que reflectem questões ideológicas, sociais e de moralidade, conjugados pela comicidade inerente à sua concepção dramática.

Descrição

UID/EAT/00693/2013

Palavras-chave

Vénus Augusto Machado peça fantástica

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