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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na década de 1890, a cultura portuguesa assistiu à intensificação de uma necessidade de afirmação identitária, a qual foi em grande medida despoletada pelo Ultimato Inglês de Janeiro de 1890, um episódio traumático para o Portugal de então. Essa preocupação identitária teve ecos também no domínio da música, com a intensificação da discussão acerca da aquisição de uma identidade especificamente «portuguesa» para a música dos compositores portugueses — todo um debate marcado pela ausência de consenso relativamente ao lugar que a «tradição» deveria assumir enquanto via para a «nacionalização» da composição musical. A presente comunicação pretende considerar o papel desempenhado nesse contexto pela imprensa musical especializada em Lisboa (Gazeta Musical de Lisboa, 1889-1897; A Arte Musical, 1890-1891; Amphion, séries II-IV, 1890-1898), nomeadamente analisando as práticas e mecanismos sobre os quais assenta o discurso sobre a «música nacional».
Descrição
UID/EAT/00693/2013
SFRH/BD/78980/2011
Palavras-chave
música discurso nacionalismo tradição identidade
