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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo focaliza-se no impacto do pensamento metafórico na interpretação, versando sobre as opções pianísticas e do ensemble para o qual a obra Um sino contra o tempo foi composta. Partindo da argumentação de Lakoff e Johnson de que a metáfora unifica razão e imaginação e da premência da construção da narrativa do intérprete para a constituição de uma interpretação apelativa e congruente, este texto constitui-se como uma análise para a interpretação e como um caso estudo sobre a aplicação prática destes pressupostos. A ligação entre razão e imaginação é uma constante, tanto no caso do pianista como do ensemble, e proveniente de exemplos que foram objecto de reflexão e experimentação. Estabelecendo como fócus a frase poética geradora da obra, o intérprete constrói a sua orientação semiótica, baseada na sua verdade interna, construída numa interligação de significados cruzados. Demonstra-se que a colaboração com o compositor foi um factor primordial da construção metafórica do intérprete, devido à estreita colaboração entre ambos, ao conhecimento aprofundado do seu ideário e à circunstância de os intervenientes na construção da obra e sua interpretação partilharem um património cultural que os unifica imageticamente. É, no entanto, dado um especial enfoque à argumentação de Cook e seguida uma linha de pensamento defensora de que as imagens criadas pelo intérprete prevalecem sobre os pressupostos composicionais geradores da obra.
Descrição
UID/EAT/00693/2013
Palavras-chave
Metáfora Análise para a interpretação Música contemporânea portuguesa Piano
