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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Tendo esta análise ocorrido sobre o período compreendido entre 1974 e 2013,
não poderemos deixar de salientar que, a partir de 2005, os candidatos a chefes do
governo dos dois partidos com maior peso em Portugal trazem as juventudes partidárias
na sua bagagem política. Uma conclusão que permanece actualizada se tivermos em
consideração, inclusivamente, as eleições ocorridas no final de 2015 em que António
Costa, após suceder a António José Seguro na liderança do Partido Socialista, defronta
Pedro Passos Coelho que se manteve na direcção do Partido Social Democrata. Todos
eles haviam passado pelas juventudes. Mas estaremos a ser iludidos pelo mediatismo
destas figuras? Ou será este o início de uma nova fase que marcará a nossa democracia,
por tantos considerada jovem?
Sendo certo que os partidos funcionarão como os principais gatekeepers, os
quais determinam os elegíveis, e não havendo dúvidas do impacto da partidocracia,
permanece o conflito entre a profissionalização política e o desejo social de combater o
fechamento e a impermeabilidade das elites governantes e o que negativamente se tem
apelidado de carreirismo. O currículo de quem assume os cargos reflecte o seu próprio
contexto. Tendo em conta também a complexificação da própria sociedade, a
valorização da especialização, do saber escolarizado e do conhecimento técnico, isto é,
a tecnocracia, tem conquistado terreno na opinião pública à medida que os cidadãos têm
vindo a afastar-se dos agentes políticos, alimentando-se a descrença e a desconfiança,
factores que condicionam o papel da experiência política no momento da escolha - seja
por parte dos cidadãos, seja por parte do próprio partido escolhido para, por exemplo,
formar governo. E este facto, que traz independentes para os cargos, também pode
demonstrar a fragilidade do enraizamento do sistema partidário português.
Descrição
Palavras-chave
Juventudes Partidárias Portugal
