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Implementação do Método Laboratorial de Determinação do Teor de Clorofila em Óleos Vegetais e Otimização do Processo de Refinação para a sua Remoção

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Resumo(s)

A clorofila é considerada, para além de um parâmetro indicador do sucesso (ou insucesso) do branqueamento do óleo vegetal, um composto prejudicial quer na avaliação final da cor do óleo vegetal refinado quer na estabilidade oxidativa do produto final. Assim, neste projeto, foi recriada essa mesma etapa em laboratório, tendo em vista a otimização das condições de trabalho que mais influenciam a remoção de clorofila. A medição dos níveis de clorofila é feita através de espectrofotoscopia UV/VIS em óleos vegetais. Devido a tal facto, inicialmente foram comparados entre si três métodos (AOCS Cc13d-55, AOCS Cc13i-96 e BFM 0a-8) usados na determinação da clorofila, de entre os quais se encontra o utilizado na empresa atualmente. Os resultados mostraram que o método mais fiável era o BFM 0a-8, sendo contudo necessário ajuste e validação do método. Foi realizada também a validação através de Análise Estatística – Seletividade; Linearidade na gama de trabalho estudada (0,25ppm a 40ppm); Precisão e Exatidão apresentando ambos resultados positivos; Limites de Deteção e Quantificação que foram definidos em 33ppb e 106ppb, respetivamente; Estabilidade, Gama e Robustez. Para tal foi usado um espectrofotómetro Hitachi modelo U-2800 para obtenção de absorvâncias, em comprimentos de ondas previamente fixados (630nm, 662nm, 668nm, 670nm, 672nm e 710nm), com as quais são calculados os valores da clorofila. Desta forma, e avaliando os parâmetros descritos anteriormente pode-se concluir que o método é seletivo e linear, respeitando a equação 𝐴𝑏𝑠=0,000058∙[𝐶𝑙𝑜𝑟𝑜𝑓𝑖𝑙𝑎] com r2 = 0,9966, possuindo ainda uma boa precisão e exatidão. Foram depois iniciados os ensaios de otimização do branqueamento na refinação de óleos vegetais. Os fatores considerados nesta melhoria foram: o tempo de contacto entre as terras de branqueamento e o óleo; a quantidade de terras de branqueamento adicionadas; a temperatura de branqueamento, a percentagem de óleo a ser usado para adição das terras e a temperatura de adição das terras de branqueamento a este caudal secundário. Os ensaios de tempo de contacto foram efetuados a 20, 45 e 60 minutos sendo que a maior quantidade de clorofila removida foi observada a 60 minutos. As diferentes quantidades de terras de branqueamento adicionadas permitiram observar que a maior adição de terras de branqueamento origina uma maior remoção de clorofila. Tal como os ensaios da quantidade das terras de branqueamento, o aumento da temperatura de branqueamento permite o aumento da remoção de clorofila de forma constante. Por fim, relativamente ao caudal de hidratação, foi possível concluir que a sua variação não influencia a remoção de clorofila e, em termos da temperatura deste mesmo caudal não foi possível obter qualquer tipo de conclusão perante os resultados obtidos.

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Palavras-chave

óleo vegetal branqueamento refinação química remoção clorofila

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