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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O projeto desenvolvido no âmbito do mestrado de Ciências da
Comunicação na vertente de Cinema e Televisão articula esta reflexão
académica intitulada Transpor o Género: representação do corpo trans como
um outro no cinema com a curta-metragem de nome Rute.
A curta-metragem rodada em Setembro de 2016 e com pós-produção
até Fevereiro de 2017, constrói uma narrativa em torno da sua personagem
central – uma rapariga trans de nome Rute – e um rapaz (que lhe era antes
desconhecido) com quem ela inicia um passeio por vários locais de Lisboa;
procurando caminhar por locais abandonados ou vazios de pessoas, Rute
mantém uma posição de distância face à sociedade em que vive, mas na
qual não se sente enquadrada – essa mesma decisão de escolher locais
menos povoados para o seu encontro com o rapaz, torna-a cada vez mais
isolada e vulnerável ao estranho que a acompanha.
A curta-metragem, fundada numa investigação e interesse sobre a
teoria de género e sobre os sistemas binários impostos a pessoas trans,
pretende também refletir várias e determinadas questões, por exemplo, como
o voyeurismo e os espaços virtuais exclusivos do dispositivo do cinema –
bem como uma série de inspirações e imagéticas que surgiram ao longo do
mestrado.
Articulando a curta-metragem com esta reflexão crítica, o problema
que se pretende identificar é a ambiguidade ética que assiste à construção de
personagens trans no cinema, maioritariamente, mainstream; pretende-se
ainda identificar de que formas esta questão pode ser problematizada
apoiando essas noções em vários exemplos de filmes produzidos pelo
circuito comercial, tal como por um outro cinema de cariz mais independente
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que por vezes incorpora, desde logo, algumas noções de género nas suas
construções narrativas.
Descrição
Palavras-chave
Género Cinema
