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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em momentos seminais do pensamento ocidental em torno da relação e limites entre
animais humanos e animais não-humanos um certo aparato alimentar é, continuamente,
trazido à frente, lançado sobre o próprio pensamento. Este movimento, numa tradição
filosófica mais marcada, faz-se para que tanto o próprio alimento se distancie do que nos
caracteriza como para que o animal, caminhando a par com o alimento, nos possibilite
emancipar uma singularidade humana. Se o verdadeiro filósofo se distancia do alimento,
como nos mostrou Sócrates, o que será pensar o próprio caminho do pensamento sem ter
que retrair imediatamente o que o alimento traz consigo na sua tão ubíqua e efémera
aparição?
Esta dissertação tentará explorar a abertura executada por determinadas metáforas,
práticas e narrativas alimentares no que diz respeito ao que estas dispõem como o
específico campo para as relações entre animais humanos e animais não-humanos. Assim
não terá apenas nestes momentos um foco que permite demarcar uma divisão, antes,
simultaneamente, explicitará a ambiguidade e mutualidade destes espaços limítrofes.
A palavra animento surge aqui como um operador que tanto nos permite descaracterizar
a monstruosidade da categoria animal, quanto nos colocará, em termos da análise da
relação humano-animal, sobre algo que terá vindo, historicamente, a ser recoberto por
outros vetores: a questão alimentar.
Descrição
Palavras-chave
Subjetivação Multiplicação Subjectivation Multiplication
