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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Desde muito cedo, as crianças adquirem espontaneamente a língua do seu
meio envolvente, mobilizando inconscientemente as regras gramaticais que
possibilitam a produção e compreensão de enunciados orais (Duarte, 2008). Este
conhecimento intuitivo de uma dada língua denomina-se conhecimento implícito.
Progressivamente, as crianças vão revelando algumas capacidades
metalinguísticas, identificando e/ou corrigindo, por exemplo, a agramaticalidade de
determinados enunciados (Gonçalves, Guerreiro & Freitas, 2011). Este estádio,
designado de consciência linguística, carateriza-se pela emergência da capacidade de
reflexão sobre as propriedades da língua (Duarte, 2008). Por norma, quando as
crianças ingressam no 1.º ano de escolaridade, já revelam capacidades
metalinguísticas. A consciência deste facto conduziu, desde a década de 60, ao debate
acerca do papel do ensino da gramática no currículo de língua materna,
nomeadamente no domínio da linguagem escrita (Duarte, 2008).
Esta dissertação visa, assim, apresentar dados que permitam determinar a
influência da gramática sobre o desenvolvimento da competência escrita. Vários
autores consideram que ensinar gramática é uma perda de tempo, não produzindo
efeitos positivos nos desempenhos escritos dos alunos (Hudson, 2001; Elly, 1994 cit
in Hudson, 2004; Wyse, 2001 cit in Hudson, 2004). Em oposição, existe um conjunto
de estudos que demonstra que o desenvolvimento da competência escrita é
favorecido por um conhecimento extenso e profundo dos princípios e regras da
língua (Sim-Sim, Duarte & Ferraz, 1997; Sim-Sim, 1998; Hudson, 2001).
Descrição
Este Cd contém anexos que só podem ser consultados na Biblioteca Mário Sottomayor Cardia
Palavras-chave
Ensino Educação Ensino da Língua
