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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A memória é essencialmente uma coisa que se perde, porque tem por base
um invento que decorre num tempo e num espaço fluidos e irrepetíveis. O
indivíduo está condenado a perder esse momento e a memória constrói-se a partir
dessa perda, esta é a sua essência. Por outro lado, são poucas as memórias que
deixam testemunho para a posteridade, a grande maioria morre com o indivíduo
que a guarda. Mesmo as que sobrevivem têm que se sujeitar, de novo, ao devir
do tempo, às catástrofes naturais e humanas, aos julgamentos de mentalidades e
épocas e, por último, só têm a durabilidade da Terra, como compreende Álvaro
de Campos no seu poema Tabacaria: “morrerá depois o planeta girante em que
tudo isto se deu”.
O problema da memória é um problema uni versal, vivido no quotidiano
por todos os homens e dela resultam as vi sões que têm de si próprios, do outro
afectivo, do Homem da sua actualidade, do Homem do seu passado. A memória
é assim a base para todo o tipo de conhecimento e, como tal, somos tentados a
pensar que a memória é uma coisa que se tem. Mas de novo o conhecimento está
ele próprio sujeito ao tempo e ao espaço, à flexibilidade das teses produzidas, à
sua durabilidade.
Descrição
http://www.cham.fcsh.unl.pt/ext/files/varia/tese_teresa.pdf
Palavras-chave
História da Expansão Portuguesa História Social Nobreza Estado Português da India
