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In today's digital economy, personal data has become a key asset, generating new market dynamics, transforming business models and consumer experiences. It fosters innovation by enabling targeted advertising and data-driven decisions, shifting from traditional advertising to personalized experiences. Amidst the growing reliance on personal data, a notable controversy surrounds Meta's 'Consent or Pay' model, which requires users to choose between consenting to data processing for targeted advertising or paying a subscription fee for an ad-free experience, raising significant ethical and legal concerns.
These concerns have sparked growing scrutiny over whether the model complies with data protection laws, consumer rights, and contract law, underscoring the urgent need for legal evaluation.
A crucial point of dispute, led by the European Data Protection Supervisor (EDPS), is whether personal data can be treated as a commodity or a counter-performance, given its intrinsic link to fundamental rights. The EDPS further challenges the legitimacy of datafor-service exchanges, implicitly engaging with the doctrine of immoral contracts as a potential legal basis for rejecting such models.
This dissertation critically examines whether 'Consent or Pay' models can be classified as immoral contracts under Portuguese law. By analysing traditional legal theories and case law on immoral contracts, it assesses whether these models should be categorically prohibited or evaluated on a conditional basis. The research evaluates the balance between protecting personal data as a fundamental right and accommodating the economic realities of digital markets.
This research aims to shed light on the legal implications of Meta’s ‘Consent or Pay’ model within the Portuguese legal system, while also adding to the broader discourse on data governance and the future of data-driven business models.
Na economia digital atual, os dados pessoais tornaram-se um ativo chave, gerando novas dinâmicas de mercado, transformando modelos de negócios e experiências dos consumidores. Eles fomentam a inovação ao permitir publicidade direcionada e decisões baseadas em dados, mudando da publicidade tradicional para experiências personalizadas. No meio desta crescente dependência dos dados pessoais, uma controvérsia notável envolve o modelo ‘Pagar ou Consentir’ do Meta, que exige que os utilizadores escolham entre consentir com o processamento de dados para publicidade direcionada ou pagar uma taxa de subscrição para uma experiência sem anúncios, levantando significativas preocupações éticas e legais. Estas preocupações têm gerado um crescente escrutínio sobre se o modelo cumpre as leis de proteção de dados, direito dos consumidores e direito contratual, sublinhando a necessidade urgente de uma análise legal. Um ponto crucial de disputa, liderado pelo Autoridade Europeia para a Proteção de Dados (EDPS), é se os dados pessoais podem ser tratados como uma mercadoria ou uma contraprestação, dado o seu vínculo intrínseco aos direitos fundamentais. O EDPS desafia ainda a legitimidade das trocas de dados por serviços, envolvendo implicitamente a doutrina dos contratos imorais como uma potencial base legal para rejeitar tais modelos. Esta dissertação examina criticamente se os modelos ‘Pagar ou Consentir’ podem ser classificados como contratos imorais ao abrigo da lei portuguesa. Ao analisar teorias jurídicas tradicionais e jurisprudência sobre contratos imorais, avalia se estes modelos devem ser categoricamente proibidos ou avaliados numa base condicional. A pesquisa avalia o equilíbrio entre a proteção dos dados pessoais como um direito fundamental e a acomodação das realidades económicas dos mercados digitais. Esta pesquisa visa esclarecer as implicações legais do modelo ‘Pagar ou Consentir’ do Meta no sistema jurídico português, enquanto contribui para o discurso mais amplo sobre a governação de dados e o futuro dos modelos de negócios baseados em dados.
Na economia digital atual, os dados pessoais tornaram-se um ativo chave, gerando novas dinâmicas de mercado, transformando modelos de negócios e experiências dos consumidores. Eles fomentam a inovação ao permitir publicidade direcionada e decisões baseadas em dados, mudando da publicidade tradicional para experiências personalizadas. No meio desta crescente dependência dos dados pessoais, uma controvérsia notável envolve o modelo ‘Pagar ou Consentir’ do Meta, que exige que os utilizadores escolham entre consentir com o processamento de dados para publicidade direcionada ou pagar uma taxa de subscrição para uma experiência sem anúncios, levantando significativas preocupações éticas e legais. Estas preocupações têm gerado um crescente escrutínio sobre se o modelo cumpre as leis de proteção de dados, direito dos consumidores e direito contratual, sublinhando a necessidade urgente de uma análise legal. Um ponto crucial de disputa, liderado pelo Autoridade Europeia para a Proteção de Dados (EDPS), é se os dados pessoais podem ser tratados como uma mercadoria ou uma contraprestação, dado o seu vínculo intrínseco aos direitos fundamentais. O EDPS desafia ainda a legitimidade das trocas de dados por serviços, envolvendo implicitamente a doutrina dos contratos imorais como uma potencial base legal para rejeitar tais modelos. Esta dissertação examina criticamente se os modelos ‘Pagar ou Consentir’ podem ser classificados como contratos imorais ao abrigo da lei portuguesa. Ao analisar teorias jurídicas tradicionais e jurisprudência sobre contratos imorais, avalia se estes modelos devem ser categoricamente proibidos ou avaliados numa base condicional. A pesquisa avalia o equilíbrio entre a proteção dos dados pessoais como um direito fundamental e a acomodação das realidades económicas dos mercados digitais. Esta pesquisa visa esclarecer as implicações legais do modelo ‘Pagar ou Consentir’ do Meta no sistema jurídico português, enquanto contribui para o discurso mais amplo sobre a governação de dados e o futuro dos modelos de negócios baseados em dados.
Descrição
Palavras-chave
Consent or Pay Pay or Okay Personal Data Commodity Immoral Contracts Data Exchanges European Data Protection Supervisor Consumer Law Illegal Contracts Online Platform Consentir ou Pagar Bem Económico Contratos Imorais Trocas de Dados Autoridade Europeia para a Proteção de Dados Direito do Consumidor Contratos Ilegais Plataforma Online Dados Pessoais
