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Resumo(s)
This dissertation examines whether tattoos can be classified as works protected under Portuguese and European Union copyright law. Once associated with marginality, tattooing has become widely recognized as an art form, raising complex legal questions. The study first analyzes the concept of originality in international, EU, and Portuguese frameworks, concluding that tattoos may qualify as protected works when they reflect the artist’s creative choices. It then explores authorship, considering whether the client’s contribution may justify co-authorship. Another point addressed in this study is the
conflict between the tattoo artist’s moral and economic rights and the fundamental rights of the tattooed individual, especially bodily autonomy and image rights. The dissertation argues that, once fixed on the body, a tattoo becomes inseparable from the individual’s identity, which means that the individual’s fundamental rights must prevail over copyright claims. However, when tattoos are commercially exploited beyond the body, copyright protection for the artist should apply. The study also highlights the risks of infringement when tattooists reproduce pre-existing works or traditional cultural expressions, exposing
limitations in current copyright frameworks. Methodologically, the research draws on doctrinal and jurisprudential analysis of Portuguese and EU copyright law, complemented by comparative references to U.S. case law. Overall, the dissertation argues for a flexible interpretation of copyright that balances the recognition of tattooists as artists with respect for personal autonomy and cultural heritage.
A presente dissertação analisa se as tatuagens podem ser qualificadas como obras protegidas pelo direito de autor no ordenamento jurídico português e no da União Europeia. Antes associada à marginalidade, a tatuagem passou a ser amplamente reconhecida como forma de arte, o que suscita questões jurídicas complexas. O estudo começa pela análise do conceito de originalidade nos planos internacional, europeu e português, concluindo que as tatuagens podem ser consideradas obras protegidas quando refletem as escolhas criativas do tatuador. A seguir, aborda-se a questão da autoria, ponderando se a contribuição do cliente poderá, em determinados casos, justificar a coautoria. Outro ponto explorado neste trabalho é o conflito entre os direitos morais e patrimoniais do tatuador e os direitos fundamentais da pessoa tatuada, em especial a autonomia corporal e o direito à imagem. Defende-se que, uma vez fixada no corpo, a tatuagem se torna inseparável da identidade do indivíduo, o que implica que os direitos fundamentais deste devem prevalecer sobre as pretensões autorais. Todavia, quando as tatuagens são exploradas comercialmente para além do corpo, deverá aplicar-se a proteção autoral em favor do artista. O trabalho evidencia ainda os riscos de infração quando os tatuadores reproduzem obras pré-existentes ou expressões culturais tradicionais, revelando limitações nos regimes de proteção atualmente vigentes. Metodologicamente, a investigação assenta na análise doutrinária e jurisprudencial do direito de autor português e europeu, complementada por referências comparativas ao direito norte-americano. Em termos gerais, a dissertação defende uma interpretação flexível do direito de autor, capaz de conciliar o reconhecimento dos tatuadores como artistas com o respeito pela autonomia pessoal e pela herança cultural.
A presente dissertação analisa se as tatuagens podem ser qualificadas como obras protegidas pelo direito de autor no ordenamento jurídico português e no da União Europeia. Antes associada à marginalidade, a tatuagem passou a ser amplamente reconhecida como forma de arte, o que suscita questões jurídicas complexas. O estudo começa pela análise do conceito de originalidade nos planos internacional, europeu e português, concluindo que as tatuagens podem ser consideradas obras protegidas quando refletem as escolhas criativas do tatuador. A seguir, aborda-se a questão da autoria, ponderando se a contribuição do cliente poderá, em determinados casos, justificar a coautoria. Outro ponto explorado neste trabalho é o conflito entre os direitos morais e patrimoniais do tatuador e os direitos fundamentais da pessoa tatuada, em especial a autonomia corporal e o direito à imagem. Defende-se que, uma vez fixada no corpo, a tatuagem se torna inseparável da identidade do indivíduo, o que implica que os direitos fundamentais deste devem prevalecer sobre as pretensões autorais. Todavia, quando as tatuagens são exploradas comercialmente para além do corpo, deverá aplicar-se a proteção autoral em favor do artista. O trabalho evidencia ainda os riscos de infração quando os tatuadores reproduzem obras pré-existentes ou expressões culturais tradicionais, revelando limitações nos regimes de proteção atualmente vigentes. Metodologicamente, a investigação assenta na análise doutrinária e jurisprudencial do direito de autor português e europeu, complementada por referências comparativas ao direito norte-americano. Em termos gerais, a dissertação defende uma interpretação flexível do direito de autor, capaz de conciliar o reconhecimento dos tatuadores como artistas com o respeito pela autonomia pessoal e pela herança cultural.
