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Estudo para a estabilização de negativos em gelatina e brometo de prata com suporte em vidro

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Resumo(s)

A fotografia teve o importante contributo dos negativos em gelatina e brometo de prata com suporte em vidro durante o perĆ­odo compreendido entre 1878 e 1925, constituindo grande parte das coleƧƵes de arquivos fotogrĆ”ficos. O impacto das degradaƧƵes nestas peƧas históricas repercute-se nĆ£o só ao nĆ­vel da preservação da peƧa mas tambĆ©m dos seus conteĆŗdos. Nos casos em que se realiza uma intervenção de restauro utilizam-se adesivos referĆŖnciados para peƧas em vidro, sem estudos sobre as interaƧƵes quĆ­micas que podem ocorrer entre os materiais. Tendo presente a fragilidade do material, este estudo tem como objetivo contribuir para a conservação ativa destas espĆ©cies fotogrĆ”ficas desenvolvendo um mĆ©todo sustentado por estudos sobre a interação dos adesivos utilizados com os materiais constituintes dos negativos (vidro, sais de prata e gelatina), que permita uma intervenção fundamentada e um maior acesso Ć s peƧas. O trabalho iniciou-se com o estudo de quatro adesivos indicados para estabilização destas espĆ©cies fotogrĆ”ficas: gelatina (colagĆ©nio), Paraloidā„¢ B-72, HxtalĀ® NYL-1 e AralditeĀ® 2020. Foram preparadas amostras, nas quais se aplicaram adesivos, tendo sido submetidas a ensaios de envelhecimento artificial. Os resultados foram acompanhados atravĆ©s de Microscopia Ɠtica (MO) e anĆ”lise molecular por micro-espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (μ-FTIR), e foram realizados testes mecĆ¢nicos de tração. Em questƵes de reversibilidade, apenas as uniƵes com Paraloidā„¢ B-72 mostraram reversibilidade da uniĆ£o, sendo que relativamente Ć  degradação deste adesivo com os diferentes solventes, foi percetĆ­vel uma maior alteração do Paraloidā„¢ B-72 com acetona, do que com xileno. No que diz respeito aos restantes adesivos, a gelatina, para alĆ©m de interferir visualmente com a emulsĆ£o, apresenta um poder de adesĆ£o muito baixo. JĆ” as resinas epoxĆ­dicas, com uma metodologia mais trabalhada poderĆ£o apresentar resultados de uniĆ£o satisfatórios. No entanto provocam facilmente excessos sobre a emulsĆ£o, danificando-a. Foi ainda estudada uma coleção pertencente ao Arquivo Histórico Ultramarino-Instituto de Investigação CientĆ­fica Tropical (AHU-IICT), que apresenta casos com degradação ao nĆ­vel da emulsĆ£o, nomeadamente o destacamento da emulsĆ£o, tendo sido realizadas anĆ”lises elementar e molecular por micro-fluorescĆŖncia de raios-X dispersiva de energias (μ-EDXRF) e μ-FTIR, respetivamente.

Descrição

Palavras-chave

Negativos de vidro Degradação Adesivos Gelatina Paraloidā„¢ B-72 HxtalĀ® NYL-1

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