| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.63 MB | Adobe PDF |
Autores
Resumo(s)
South Africa’s foreign policy has featured prominently in the literature of African IR.
Either on research focused on the country’s relations with major powers of the
international system, or on investigations dedicated to Pretoria’s internal structure
of foreign policy since its democratic transition in 1994. These important
contributions have, nonetheless, come to the conclusion that South Africa’s foreign
policy is inconsistent and volatile, always oscillating between competing spheres of
the international system. This dissertation took a different stance on the issue and
tried to analyse, instead, how did South Africa maintain relations with both China
and the EU, by looking at its process of foreign policy decision-making. This
analytical perspective aims to forge new ground on the literature of South Africa’s
foreign policy because it analyses the country’s approach to two major powers
simultaneously by looking at the actors and entities that constitute the process of
foreign policy decision-making.
The dissertation has restricted the analysis to the presidency of Cyril Ramaphosa
between 2018 and 2023. During this period, the analysis looks closely to the official
visits that happened between South Africa and China and the EU respectively to
explain how the actors and entities involved in the process of decision-making
reacted to Pretoria’s approach in these encounters. The first chapter of the research
frames the analysis on the agent-structure debate according to the structuration
theory, it explores the understanding of foreign policy as a combination of domestic
and international politics and situates China and the EU in a multiplex world. The
second chapter introduces the actors of South Africa’s foreign policy, delves into
Pretoria’s relations with Beijing and Brussels, and finishes with an examination of
President Ramaphosa’s mandate as regards these two partners. The third chapter
applies the Type III Neoclassical Realist Model to the case study and presents the
main findings of the analysis. It concludes that South Africa capitalises on the
preponderance of the economic dimension of its foreign policy and the current
multiplex juncture of the international system to virtuously navigate between
powers from two world orders.
A política externa da África do Sul abunda na literatura de Relações Internacionais Africanas, tanto em investigações focadas nas relações do país com as principais potências do sistema International, como na estrutura interna da política externa da África do Sul desde a sua transição democrática em 1994. Estas contribuições da literatura difundiram, no entanto, a premissa de que a política externa de Pretória é inconsistente e volátil, em constante oscilação entre esferas concorrentes to sistema internacional. Esta dissertação adotou uma posição contrária à norma e optou por analisar, em seu turno, como é que a África do Sul mantém relações com a China e a UE, olhando para o seu processo de tomada de decisão de política externa. Esta perspetiva analítica pretende forjar novos caminhos dentro da literatura sobre política externa sul-africana, uma vez que analisa a abordagem do país face a duas potências internacionais através da observação dos atores e entidades que compõem o processo de tomada de decisão. A dissertação restringiu a análise à presidência do Cyril Ramaphosa entre 2018 e 2023. Durante este período, a investigação analisou as visitas oficiais que decorreram entre a África do Sul e a China e a UE respetivamente para explicar como é que os atores e entidades envolvidos no processo de tomada de decisão reagiram à abordagem de Pretória nestes encontros. O primeiro capítulo enquadra a análise no debate agente-estrutura seguindo a teoria da estruturação, explora igualmente a conceção de política externa como uma combinação de política nacional e internacional, e situa a China e a UE num mundo multiplexo. O segundo capítulo introduz os atores da política externa sul-africana, aborda as relações de Pretoria com Pequim e Bruxelas, e termina com uma descrição do mandato do Presidente Ramaphosa em relação a estes dois parceiros. O terceiro capítulo aplica o Type III Neoclassical Realist Model ao estudo de caso e apresenta as principais conclusões da investigação. Conclui-se que a África do Sul faz-se valer da preponderância que a dimensão económica tem na sua política externa e a conjuntura multiplexa atual do sistema internacional para navegar virtuosamente entre potências de duas ordens mundiais diferentes.
A política externa da África do Sul abunda na literatura de Relações Internacionais Africanas, tanto em investigações focadas nas relações do país com as principais potências do sistema International, como na estrutura interna da política externa da África do Sul desde a sua transição democrática em 1994. Estas contribuições da literatura difundiram, no entanto, a premissa de que a política externa de Pretória é inconsistente e volátil, em constante oscilação entre esferas concorrentes to sistema internacional. Esta dissertação adotou uma posição contrária à norma e optou por analisar, em seu turno, como é que a África do Sul mantém relações com a China e a UE, olhando para o seu processo de tomada de decisão de política externa. Esta perspetiva analítica pretende forjar novos caminhos dentro da literatura sobre política externa sul-africana, uma vez que analisa a abordagem do país face a duas potências internacionais através da observação dos atores e entidades que compõem o processo de tomada de decisão. A dissertação restringiu a análise à presidência do Cyril Ramaphosa entre 2018 e 2023. Durante este período, a investigação analisou as visitas oficiais que decorreram entre a África do Sul e a China e a UE respetivamente para explicar como é que os atores e entidades envolvidos no processo de tomada de decisão reagiram à abordagem de Pretória nestes encontros. O primeiro capítulo enquadra a análise no debate agente-estrutura seguindo a teoria da estruturação, explora igualmente a conceção de política externa como uma combinação de política nacional e internacional, e situa a China e a UE num mundo multiplexo. O segundo capítulo introduz os atores da política externa sul-africana, aborda as relações de Pretoria com Pequim e Bruxelas, e termina com uma descrição do mandato do Presidente Ramaphosa em relação a estes dois parceiros. O terceiro capítulo aplica o Type III Neoclassical Realist Model ao estudo de caso e apresenta as principais conclusões da investigação. Conclui-se que a África do Sul faz-se valer da preponderância que a dimensão económica tem na sua política externa e a conjuntura multiplexa atual do sistema internacional para navegar virtuosamente entre potências de duas ordens mundiais diferentes.
Descrição
Palavras-chave
África do Sul Política Externa China UE South Africa Foreign Policy European Union EU União Europeia
