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Cross-sectional study on the association between distance to hospital and in patient health outcomes on episodes with high-prevalence cases (hip fractures, non-elective C-section deliveries, acute myocardial infarction, and stroke)

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ABSTRACT - Background: Geographical disparities in healthcare access and centralization in Portugal’s public health services raise concerns about equitable access, particularly among isolated people. This study examines the association between proximity to healthcare facilities and healthcare outcomes (length of hospital stay and inpatient death) on episodes with high-prevalence cases. Methods: A multicentre study using data from Portugal’s Hospital Morbidity Database was conducted. All patients admitted to all National Health Service hospitals with acute myocardial infarction, stroke, non-elective caesarean section, and hip fracture were included. Distance to the hospital was analysed using mixed effects generalized linear models to examine its association with length of stay and mortality, adjusting for gender, age, and Charlson index. Statistical analyses, including ANOVA and Bonferroni tests, assessed geographical differences in distances. Results: From the analysis of acute myocardial infarction, stroke, non-elective caesarean deliveries, and hip fractures, it appears that there is an association between distance and both inpatient mortality and length of hospital stay across different medical conditions. Differences in travel distances to hospitals were noted among districts and NUTS II regions. Conclusion: Longer distances often led to higher death risks, especially for urgent conditions like acute myocardial infarctions. People in cities have shorter travel distances to hospitals, revealing regional disparities in healthcare access. Our findings highlight the need to consider distance to guide targeted interventions for better accessibility, service quality, and health equity.
RESUMO - Introdução: As disparidades geográficas e a centralização dos serviços de saúde levantam preocupações sobre o acesso equitativo aos cuidados de saúde. Este estudo analisa a associação entre a proximidade das unidades de saúde e os resultados de saúde (duração da hospitalização e morte de pacientes internados) em episódios com alta prevalência em Portugal. Métodos: Foi realizado um estudo multicentro utilizando a Base de Dados de Morbilidade Hospitalar. Foram incluídos pacientes internados em hospitais do Serviço Nacional de Saúde com enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, cesariana não eletiva e fratura da anca. Foi estudada a associação entre a distância até ao hospital com a duração da estadia e a mortalidade usando modelos lineares generalizados mistos, ajustados para variáveis como género, idade e índice de Charlson. Para avaliar diferenças geográficas foram conduzidos testes ANOVA e Bonferroni. Resultados: A partir da análise realizada, parece existir uma associação entre a distância e tanto a mortalidade como a duração do internamento hospitalar nos quatro episódios. Foram observadas diferenças nas distâncias para os hospitais entre distritos e NUTS II. Conclusão: Este estudo concluiu que a associação da distância com as estadias hospitalares varia com o tipo de episódio. Maiores distâncias têm, em geral, maior risco de morte, especialmente em condições urgentes como enfartes agudos do miocárdio. As pessoas que vivem em cidades percorrem distâncias mais curtas até aos hospitais, revelando disparidades regionais. Os resultados destacam a necessidade de considerar a distância para orientar intervenções que melhorem a acessibilidade, qualidade e equidade na saúde.

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Palavras-chave

Geographical disparities Hospital distance Healthcare Accessibility Mortality Length of hospital stay Disparidades geográficas Distância ao hospital Acessibilidade nos cuidados de saúde Mortalidade Duração de internamento

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