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Tradução, Arte e Eternidade: reflexão em contexto de um estágio no Museu Nacional de Arte Antiga

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Resumo(s)

O que é a tradução? A resposta a essa pergunta pode ser mais complexa do que parece. É um processo normalmente entendido como a passagem de um texto de uma língua para outra, e, consequentemente, qualquer pessoa consegue identificar exemplos de tradução em determinados produtos de consumo, ou em certos sinais em atrações turísticas, mas, ao expandir a nossa perspetiva deste conceito, começamos a encontrar tradução por todo o lado. Com uma presença discreta, o ato de tradução teve, contudo, um grande impacto, muitas vezes despercebido, na história e na arte, e muitos ainda observam o passado através das palavras dos tradutores – normalmente em livros de história, através de documentos ou outras fontes, mas também em museus. A primeira parte deste relatório é dedicada à descrição detalhada de um estágio de três meses no Museu Nacional de Arte Antiga, onde realizei a tradução de vários textos para exposições e outros meios disponíveis ao público. São expostas todas as problemáticas que surgiram, as soluções que encontrei para as mesmas e as regras do texto museológico que tive de ter em conta. A segunda parte foca-se numa abordagem teórica relacionada com a minha experiência como tradutora num museu. São ponderadas várias questões sobre a tradução, como, por exemplo, o seu uso na história, a sua importância no espaço museológico, o seu estatuto como arte, etc… Mas, como o título deste trabalho indica, também procuro refletir sobre a tradução como uma ferramenta da “pseudo-imortalidade” humana, isto é, um testemunho preso no tempo, mas que também o transcende, que liga gerações e reclama vozes perdidas no passado.
What is translation? The answer to that question may be more complex than it seems. It is a process widely known for changing a text from one language to another, and so anyone is able to identify examples of translation in products they consume, or in certain signs present in tourist attractions, but by broadening our perspective of the concept in question, we can begin to find translation everywhere. Often lying unnoticed, the act of translating had a significant, yet usually overlooked, impact in history and art, and many still look at the past through the words of translators – normally through history books, with their documents and other sources, but also through museums. The first section of this report is dedicated to a detailed account of a three-month internship in Museu Nacional de Arte Antiga, a museum for which I translated a wide array of texts for exhibitions and other projects available to the public. All the translation challenges I faced are described, alongside the solutions I found for them and the rules I had to keep in mind while working with museum texts. The second section focuses on a theoretical approach of subjects related to the experience I had as a translator for a museum. It dives into questions surrounding translation, like its use in history, its importance within the museum space, its status as art, etc. But, as the title of this work suggests, I also hope to reflect on translation as a tool of “pseudo-immortality” for humans, or, in other words, the way it acts as a testimony stuck in time but also transcending it, which connects generations and reclaims lost voices from the past.

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Palavras-chave

Tradução Museu História Arte Memória Imortalidade Translation Museum History Art Memory Immortality

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