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Efeito pré-biótico do consumo diário de sumo turvo de fruta em indivíduos saudáveis

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02. Clarice Malta - Dissertação (CORRIGIDA).pdf1.25 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

RESUMO Introdução e Objetivo: Pensando na sustentabilidade e na qualidade nutricional do alimento, é criado o modelo “clean label”, que tem como finalidade disponibilizar alimentos com menos processamento e sem aditivos. Neste conceito, foi desenvolvido um sumo turvo de fruta que pretende ser um alimento sustentável aproveitando maior porção da fruta utilizada para na produção de sumo clarificado, com a vantagem de ser um alimento com maior riqueza em fibra e compostos fenólicos, indo de encontro às recomendações do padrão de dieta mediterrânico, para o aumento do consumo de hortofrutícolas ricos em fibra. Este estudo pretende avaliar o potencial efeito pré-biótico do consumo diário de um sumo turvo de fruta por 14 dias, na composição e diversidade da microbiota intestinal em indivíduos adultos saudáveis. Pretende-se ainda estudar o impacto do consumo do sumo turvo de fruta no controlo do apetite, nos parâmetros metabólicos e inflamatórios. Metodologia: Foi realizado um estudo de intervenção com um braço de estudo, não cego, onde foi analisado o efeito pré-biótico do consumo de sumo turvo de maçã em indivíduos saudáveis. Para isso avaliou-se a composição da microbiota, a produção de H2 e CH4, a produção de ácidos gordos de cadeia curta e avaliaram-se parâmetros relacionados com a inflamação como o LPS, a Calprotectina e a Fosfátase Alcalina (ALP). Resultados: Os dados foram recolhidos de 11 participantes, adultos e saudáveis sendo 63,6% mulheres, com idade média de 22 anos e IMC= 21,6 kg/m2. Foi encontrado um aumento de GLP-1 no início do estudo após os 60 min (p = 0,019). Em relação aos parâmetros inflamatórios não houve diferenças significativas, mas foi identificado uma associação positiva entre o LPS e a Calprotectina. Observou-se que a abundância relativa dos géneros Roseburia e Blautia se relacionam negativamente com os marcadores inflamatórios, indicando um possível efeito benéfico da sua presença. Ao realizar o teste respiratório observou que 4 participantes produzem CH4 na baseline (início) e 2 participantes produzem no final. Na microbiota intestinal foi observado um aumento dos grupos taxómicos após a intervenção. Verificou-se que os ácidos 2-metilbutírico (p < 0,023) e isobutírico (p < 0,006) apresentaram uma diminuição significativa na sua concentração após a intervenção e foi observado a presença de bactérias produtoras de butirato e propionato. A relação entre os géneros Roseburia e Blautia com os parâmetros inflamatórios, a diminuição da concentração dos ácidos 2-metilbutírico e isobutírico, além do aumento dos grupos taxómicos exclusivos após a intervenção com sumo turvo de maçã, podem indicar que um possível efeito pré-biotico com impacto na homeostase intestinal, indicando um efeito positivo no consumo de sumo turvo de maçã após os 14 dias de intervenção. Conclusão: O estudo demonstrou que o consumo de sumo turvo de maçã pode ser uma boa alternativa para atingir a ingestão adequada de fruta, além de ser rico em fibras solúveis que ajudam no controlo da saciedade e no aumento da riqueza e diversidade da microbiota intestinal.

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Palavras-chave

Pré-biótico Turvo Fruta Ácidos Gordos de Cadeia Curta Fibra Solúvel Maçã Microbiota Intestinal Resposta Inflamatória Sumo Turvo

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