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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Nas décadas de 1910 e 1920, Lisboa testemunhou um florescimento sem precedentes do interesse pelos concertos sinfónicos públicos. No final de 1911, no então Teatro da República, foi estabelecida uma série de concertos por uma orquestra regida por Pedro Blanch. Entre algumas outras tentativas efémeras, destacou-se igualmente a série anual que se desenrolou a partir de 1913 no Teatro Politeama, dirigida inicialmente por David de Sousa, e após a morte deste por Viana da Mota e Joaquim Fernandes Fão. Estas séries de concertos parecem ter desempenhado um papel importante na ampliação do repertório sinfónico conhecido em Portugal, num período em que estava em curso um processo de mudança na vida musical. A presente comunicação considera a actividade desenvolvida pela orquestra sinfónica do Teatro Politeama sob a regência de David de Sousa (1913-1918), focando-se na análise da programação praticada, inserindo-a no âmbito de um discurso mais alargado sobre a música sinfónica e enquadrando-a num contexto político turbulento que parece ter tido implicações importantes no campo cultural. Pretende-se identificar as práticas e modelos promovidos, bem como explorar os mecanismos discursivos envolvidos neste processo, e, finalmente, conhecer alguns dos usos políticos da música sinfónica nos primeiros anos da República.
Descrição
UID/EAT/00693/2019
PTDC/ART-PER/32624/2017
Palavras-chave
Vida musical Concertos sinfónicos Programação de concertos Discurso Música e política I República portuguesa História da música em Portugal Teatro Politeama
