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Tradução e Autocensura no Estado Novo: o Caso de Jane Eyre

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Resumo(s)

De um modo geral, em regimes autoritários, a prática da tradução é percecionada de forma negativa, uma vez que intensifica o contacto com o exterior e promove uma maior acessibilidade cultural, ambos fatores considerados “perigosos” do ponto de vista de quem pretende impor uma determinada ideologia. O Estado Novo não constituiu uma exceção, encontrando-se a Censura particularmente atenta às traduções, pois, também devido ao elevado índice de analfabetismo, o número de leitores de obras escritas em línguas estrangeiras era bastante reduzido. Neste contexto, as traduções disponibilizavam as obras estrangeiras para um público mais alargado, pelo que se tornava crucial fiscalizar a sua publicação.

Descrição

Palavras-chave

Tradução Censura Autocensura Estado Novo Jane Eyre

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