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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The central axis of the research developed here is the analysis of narrativity in the context of
female incarceration. The discussion is based on poetic writing material and a set of interviews
and participant observation analyses by the author documented in 2018, immersed in the
Corpos Indóceis e Mentes Livres project, implemented at the Women's Penal Complex in
Salvador, in the state of Bahia - Brazil. The primary reference for the study of narrativity was
the classic Ricoeur, presented and discussed in the second chapter, and the critical
construction of the theory of narrativity develops in the observation of elements that were not
considered by the philosopher, providing the opportunity for complementation that legitimizes
women imprisoned instead of a writer. The author proposes, in the third chapter of the work,
the innovation of claiming the element of Guilt in the theory of narrativity. Divided into three
topics, the third chapter aims to present the theoretical innovation of the Theory of the Third
Guilt, and does so gradually, in layers. Initially, guilt is measured from a gender perspective,
situating the discussion from the point of view of the difficulties encountered by women when
exercising, with the expectation of perfection, and different levels of care in the spaces of their
relationships. In the second topic of the third chapter, another interpretative layer is added to
the narrative studied. As an inseparable aspect of incarceration in general, and also specifically
of female incarceration, the racial perspective brings to the proposed analysis a perspective
that will run throughout the critical analysis present in the text. In this topic, the questions
addressed for the interpretation of the poems and the reflections arising from literary meetings
in prisons are accompanied by references to colonial continuities discussed by black authors
of great relevance to studies of color and class. The third topic of the third chapter adds to
these two layers of guilt and the particularity of the prison experience. This analysis together
is what structures the Theory of the Third Guilt, created and defended in this dissertation, as it
is the result of experiences that are not central in the anti-racist struggle and are also not
central in the feminist struggle, thus configuring a particularity of the self-writing of imprisoned
woman. Based on the analysis of the documented poems, in the fourth chapter, the Third Guilt
is structured with the analytical influence of the Anti-Discrimination Law and other modern legal
theories concerned with the eradication of inequalities. The result is both the presentation of
the Third Guilt as an interpretative route of narrativity, under the analysis of gender and color,
as well as the suggestion of a more humanized path to be followed by the literature on the
subject in later opportunities.
O eixo central da pesquisa aqui desenvolvida é a análise da narratividade no contexto do encarceramento feminino. A discussão tem como partida um material de escrita poética e um conjunto de entrevistas e análises de observação participante da autora documentados no ano de 2018, em imersão no projeto Corpos Indóceis e Mentes Livres, implementado no Conjunto Penal Feminino em Salvador, no estado da Bahia - Brasil. A referência primária de estudo da narratividade foi o clássico Ricoeur, apresentado e discutido no segundo capítulo, e a construção crítica sobre a teoria da narratividade se desenvolve na observação de elementos que não foram contemplados pelo filósofo, oportunizando-se a complementação que legitima a mulher encarcerada no lugar de escritora. A autora propõe, no terceiro capítulo do trabalho, a inovação da reivindicação do elemento Culpa na teoria da narratividade. Dividido em três tópicos, o terceiro capítulo tem por objetivo apresentar a inovação teórica da Teoria da Terceira Culpa, e o faz de maneira gradual, por camadas. Inicialmente, a culpa é dimensionada na perspectiva de gênero, situando a discussão do ponto de vista das dificuldades encontradas pela mulher ao exercer, com a expectativa da perfeição, diferentes níveis de cuidado nos espaços das suas relações. No segundo tópico do terceiro capítulo, é acrescentada outra camada interpretativa à narratividade estudada. Como aspecto indissociável do encarceramento em geral, e também especificamente do encarceramento feminino, o recorte racial traz à análise proposta uma perspectiva que percorrerá toda a análise crítica presente no texto. Neste tópico, as questões abordadas para interpretação dos poemas e das reflexões advindas dos encontros literários no presídios são acompanhadas de referências às continuidades coloniais discutidas por autoras negras de grande relevância para os estudos de cor e classe. O terceiro tópico do terceiro capítulo acrescenta a essas duas camadas de culpa ainda a particularidade da experiência do cárcere. Esta análise em conjunto é o que estrutura a Teoria da Terceira Culpa, criada e defendida nesta dissertação, por ser resultado de vivências que não são centrais na luta antirracista e também não são centrais na luta feminista, configurando assim uma particularidade da escrita de si da mulher encarcerada. A partir da análise dos poemas documentados, no quarto capítulo, a Terceira Culpa é estruturada com influência analítica do Direito Antidiscriminatório e de outras teorias jurídicas modernas preocupadas com a erradicação das desigualdades. O resultado é tanto a apresentação da Terceira Culpa como via interpretativa da narratividade, sob a análise de gênero e cor, como também a sugestão de um caminho mais humanizado a ser seguido pela literatura do tema em oportunidades posteriores.
O eixo central da pesquisa aqui desenvolvida é a análise da narratividade no contexto do encarceramento feminino. A discussão tem como partida um material de escrita poética e um conjunto de entrevistas e análises de observação participante da autora documentados no ano de 2018, em imersão no projeto Corpos Indóceis e Mentes Livres, implementado no Conjunto Penal Feminino em Salvador, no estado da Bahia - Brasil. A referência primária de estudo da narratividade foi o clássico Ricoeur, apresentado e discutido no segundo capítulo, e a construção crítica sobre a teoria da narratividade se desenvolve na observação de elementos que não foram contemplados pelo filósofo, oportunizando-se a complementação que legitima a mulher encarcerada no lugar de escritora. A autora propõe, no terceiro capítulo do trabalho, a inovação da reivindicação do elemento Culpa na teoria da narratividade. Dividido em três tópicos, o terceiro capítulo tem por objetivo apresentar a inovação teórica da Teoria da Terceira Culpa, e o faz de maneira gradual, por camadas. Inicialmente, a culpa é dimensionada na perspectiva de gênero, situando a discussão do ponto de vista das dificuldades encontradas pela mulher ao exercer, com a expectativa da perfeição, diferentes níveis de cuidado nos espaços das suas relações. No segundo tópico do terceiro capítulo, é acrescentada outra camada interpretativa à narratividade estudada. Como aspecto indissociável do encarceramento em geral, e também especificamente do encarceramento feminino, o recorte racial traz à análise proposta uma perspectiva que percorrerá toda a análise crítica presente no texto. Neste tópico, as questões abordadas para interpretação dos poemas e das reflexões advindas dos encontros literários no presídios são acompanhadas de referências às continuidades coloniais discutidas por autoras negras de grande relevância para os estudos de cor e classe. O terceiro tópico do terceiro capítulo acrescenta a essas duas camadas de culpa ainda a particularidade da experiência do cárcere. Esta análise em conjunto é o que estrutura a Teoria da Terceira Culpa, criada e defendida nesta dissertação, por ser resultado de vivências que não são centrais na luta antirracista e também não são centrais na luta feminista, configurando assim uma particularidade da escrita de si da mulher encarcerada. A partir da análise dos poemas documentados, no quarto capítulo, a Terceira Culpa é estruturada com influência analítica do Direito Antidiscriminatório e de outras teorias jurídicas modernas preocupadas com a erradicação das desigualdades. O resultado é tanto a apresentação da Terceira Culpa como via interpretativa da narratividade, sob a análise de gênero e cor, como também a sugestão de um caminho mais humanizado a ser seguido pela literatura do tema em oportunidades posteriores.
Descrição
Palavras-chave
Literatura feminina Narratividade encarceramento feminino Poesia Culpa Terceira culpa Women's literature Female incarceration Poetry Narrativity Guilt Third guilt
