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The distinction between European Union citizens and third-country nationals in European Union law:

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A bolha dentro da qual nós, cidadãos da União Europeia, vivemos pode levar-nos a encarar a realidade de forma diferente. Não obstante a sua importância, a introdução da cidadania da União Europeia significou igualmente a categorização dos “outros”. Estes dizem respeito aos nacionais de países terceiros que, dependendo da nacionalidade, poderão ter a sua mobilidade altamente condicionada, em particular através da política de vistos que começa nos postos consulares dos Estados-Membros, cujas autoridades acabam por materializar o primeiro obstáculo à liberdade de movimento dos migrantes. Além do passaporte que cada um de nós possui, existe um elemento por vezes invisível que influencia a forma como a política é feita – o inerente racismo que caracteriza as nossas ações e que nos tem acompanhado particularmente depois do período colonial.
The bubble inside which we, citizens of the Union, live in may lead us to a distortion of reality. Albeit remarkable, the development of European Union citizenship also meant the categorization of “the others”. The latter relates to third-country nationals who, depending on their nationality, see their mobility highly restricted through visa restrictions, which start at Member States’ consulates, whose authorities are the first obstacles migrants need to overcome. In addition to the passport that each one of us holds, there is an (often) invisible element playing a big role in the way policy is made – the embedded racism that characterizes our actions and that has accompanied us especially after European colonialism.

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