| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.9 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
A emergência do conceito Antropoceno, uma nova proposta de periodização
geológica que coloca o “humano” enquanto referente causal do aquecimento global,
suscita múltiplos campos de problematização. No centro da hipótese estão
entendimentos particulares do “humano” e da “natureza” que são dispostos enquanto
pressupostos de uma estrutura de medidas e considerações económicas, sociais e
políticas. O processo de validação científica do termo assenta numa argumentação
que, de modo paralelo, estabelece uma ontologia dos elementos em jogo e separa dela
as questões do impacto transformativo do capital, identificando os seus modos,
processos e elementos com a própria “natureza humana”. A par da emergência do
conceito Antropoceno surgiram também perspectivas críticas que referem
explicitamente as limitações dos pressupostos históricos, económicos e políticos que
lhe servem de base: o capitaloceno, o aceleracionismo e a comunização. Procuramos
ver de que modo estes campos críticos e teóricos interrogam não apenas as
problemáticas da periodização geológica e ambiental mas também as aporias do seu
tempo. A pesquisa é concluída com a sugestão de que questões políticas, subjectivas e
técnicas saem reformuladas pelas problemáticas abordadas.
Descrição
Palavras-chave
Antropoceno Ecologia Capital Anthropocene Ecology
