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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A ideia de que a vida tem uma forma de alternativa e de que, por isso, requer sempre uma
decisão é consensual nas interpretações de Kierkegaard. Um labirinto é, porém, o modo
como se encara essa forma. É o acontecimento do homem neutro face às diferentes
possibilidades ou há alguma que lhe seja própria? Se há neutralidade, parece então que não
há comensurabilidade entre as possibilidades, e sim apenas diferentes desfechos cuja escolha
é igualmente legítima. Se, pelo contrário, há alguma possibilidade que seja própria ao
homem, tal parece entrar em colisão com o ponto assente de que o acontecimento humano
admite alternativas. O que nos ocupará será, numa primeira instância, defender que a
primeira leitura não corresponde à proposta de Kierkegaard; depois, e a partir da segunda
leitura, evitar a colisão que se avista através do auxílio do conceito de “doença para a
morte”. Ou seja, perceber de que modo esse conceito corresponde à possibilidade de
articulação de uma noção de um desfecho próprio ao homem — algo como uma exigência —
e de uma forma de vida como aut–aut .
Descrição
Palavras-chave
Possibilidade Impossibilidade Princípio de contradição Forma de vida Doença para a morte Antropologia filosófica Kierkegaard
