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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este trabalho, que obedece aos requisitos parciais para a obtenção do grau de mestre em
História Contemporânea na Universidade Nova de Lisboa, enquadra-se no campo da
História Local, incidindo sobre o Porto Grande na Ilha de S. Vicente de Cabo Verde, no
período compreendido entre 1850 a 1914. Procurar-se-á, à luz da documentação
disponível, analisar a importância do porto para a afirmação da urbe, numa altura em
que por força da Revolução Industrial o barco a vapor entrou nos mares do mundo e
revolucionou o sistema de transportes. Nessa altura, S. Vicente, que até então mantinhase
deserta de gente, é elegida por hidrógrafos ingleses que procuravam um porto seguro
onde pudessem instalar as suas companhias carvoeiras para abastecer os seus navios na
rota do Atlântico Médio. Foi só por essa altura que o povoamento da ilha tornou-se
possível, e a dinâmica do seu crescimento uma realidade, impulsionada pelo porto e sob
uma forte influência inglesa. Este ritmo de desenvolvimento começou, porém, a decair
nos finais do séc. XIX, altura em que o Porto Grande começa a sofrer uma forte
concorrência por parte dos portos de Las Palmas e de Santa Cruz de Tenerife, no
Arquipélago das Canárias, agravada ainda mais no inicio do séc. XX, quando, por altura
da 1ª Grande Guerra, o Porto Grande do Mindelo também é sulcado por navios das
potências beligerantes, envolvidas no conflito.
Descrição
Palavras-chave
Porto Atlântico Companhias carvoeiras Trabalhadores operários “apports” culturais Carvão Aguada Construção urbana
