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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A partir de 1975, como consequência do processo de descolonização, mais de meio
milhão de pessoas teve de abandonar Angola, país onde residia, rumo a Portugal. Estes
migrantes, uma vez chegados ao seu destino, foram chamados “retornados”. Esta
dissertação aborda o papel da música no fenómeno de migração forçada da qual os
“naturais e ex-residentes de Angola” foram os protagonistas, bem como as formas como
a deslocação é hoje por eles vivida. São apresentados dois casos de estudo, resultado de
trabalho de campo realizado em Portugal. O primeiro diz respeito aos convívios que são
organizados anualmente na cidade das Caldas da Rainha pelos ex-residentes das cidades
angolanas do Huambo e da Huíla, e onde a música e a dança se revestem de uma
importância relevante. O segundo foca a história de vida e as práticas expressivas de
Pedro Coquenão, originário da cidade do Huambo, locutor radiofónico, músico, DJ e
mentor do projeto performativo Batida. Em ambos os casos foi analisado o papel da
música e da performance na integração, afirmação e reinvenção identitária. É salientada
a importância da memória e dos seus diferentes usos, e da sensorialidade nas práticas
expressivas dos intervenientes, já que estas favorecem a permanência e a reconstrução
da sua “angolanidade” em Portugal.
Descrição
Palavras-chave
Música Migração forçada Retornados Angola Práticas Expressivas Memória Sensorialidade Music Forced migration Expressive practices Memory Sensoriality
