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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Pensar o espaço implica perceber as características e as problemáticas que
surgem quando se fala dele. Implica estudar que definições e conceções lhe foram dadas
para ter uma base solida de reflexão. Desde modo, é necessário rever as conceções
políticas, etológicas, geográficas e sociológicas do espaço para entender o tipo de
territórios que elas sugerem. É necessário também perceber como um território é
percecionado e se deixa percecionar pelo um agente constituindo o espaço vivido desse
agente. O território nasce pelas relações e ações que os vários agentes têm enquanto as
determina. Essas ações e relações estão ligadas ao corpo da terra e as técnicas presentes
num determinado território no qual um agente se insere, em função do capital cultural e
económico desse agente. Existe um espaço social (Bourdieu, 1979) e um imaginário
espacial que determina e é determinado por um ambiente territorial. É esse imaginário e
esse ambiente que determina as ações, os desejos e as criações dos agentes e que
atualizam o agente. É desta forma que se tem de falar do devir, de um constante “tornarse”
tanto para o agente que para o território. Não se pode pensar o território humano
sem as interações que os agentes têm entre eles é com o território. Interações que são,
como veremos, ligadas a perceção (imaginário) do espaço em função do tipo de espaço.
Desde modo, não se pode separar o imaginário do espaço real tal como não se pode
separar as interações entre os homens das interações com as técnicas. Este todo, com a
noção do constante “tornar-se”, é o território, já é o território. O que nos leva a falar do
movimento do território que não para de tornar-se, de mudar, que não para de se desterritorializar e de se reterritorializar. O território é assim inseparável de um agente
tal como é inseparável da desterritorialização. Ao aprofundar essa noção de G. Deleuze
e F. Guatarri, poderemos pensar no território como um agenciamento ou uma
multiterritorialiadade tanto de forma micro como macro-política. No entanto, antes
dessa afirmação, será necessário entender como se pode concetualizar o espaço, que
características e intensidades um certo espaço reflete. Para tal, veremos a distinção e a
relação entre o espaço do sedentário dito estriado, e o espaço do nómada dito liso
(Deleuze, Guatarri, 1980). Dois espaço que fluem e se alimentam um no outro em
função das suas características e dos agentes que se inserem neles.
Contudo, pensar o espaço é o contrário de o fechar numa nova definição, mas é
entender que movimento ele sugere e como esse movimento pode responder a
compreensão do homem e da sociedade. Como é que hoje, o ambiente ou o
agenciamento territorial pode ser considerado como móbil, ou seja, como surge uma
multiterritorialidade e como passar de um território a outro pelo movimento de
territorialização. Desde modo, é preciso pensar no espaço como algo de aberto, de
móbil.
Descrição
Palavras-chave
Espaço Desterritorialização Multiterritorialidade Território
