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Orientador(es)
Resumo(s)
No fim do Século XIX, um jornal londrino começou a ganhar fama pelo seu
jornalismo investigativo e inovador. As suas publicações influenciaram a opinião
pública e as suas reportagens marcaram uma longa geração de leitores e repórteres. Na
data, foram chamadas a estas publicações de new journalism. Este mesmo “título” seria
a inspiração para um outro género jornalístico que se viria a manifestar décadas depois,
na América-do-Norte.
Ambos os géneros primavam de uma propensão jornalística que havia vindo a
“assaltar” o jornalismo, e que trazia consigo uma narrativa que se definia pela procura
de relatar a factualidade através de um discurso mais humano, descritivo e imersivo,
longe das ideologias do jornalismo convencional. Este género, que pode ser chamado de
Jornalismo Literário, traz consigo décadas de uma imprensa que se lê quase como se se
tratasse de um romance, e que ganhou uma forma, carisma e técnica internacional.
Portugal não foi excepção perante este diferente estilo de jornalismo, retirando
influências e desenvolvendo já a sua própria voz nos fins do Século XIX. Esta voz
contém em si uma longa história de avanços e recuos; e está cheia de autores inovadores
e corajosos, intimamente ligados ao desenvolvimento e vida dos media em Portugal.
Procura-se com esta investigação descobrir e definir Jornalismo Literário,
compreendendo os limites e possibilidades do mesmo. É também feita uma análise do
caso português, procurando descobrir que autores se enquadram no género.
Posteriormente, é feita uma reflexão sobre o lugar do género nos dias de hoje.
Descrição
Versão corrigida e melhorada após defesa pública
Palavras-chave
Jornalismo Literário New Journalism Factualidade Jornalismo Literary Journalism New Journalism Factuality Journalism
