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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Millions of people have suffered injury to their nervous system, which by its limited self-
healing capacity, represents life-long complications, associated with loss of motor and
sensory function. Though limited, this capacity is being extensively explored, and has
been shown to increase through the use of electrical stimulation (ES). Therefore, this
work was oriented towards the development of a setup for ES of neuronal cells, allowing
the assessment of its potential in promoting neuronal regeneration.
An ES chamber was designed using the CAD software Fusion 360TM and produced
by machining of a poly(methyl methacrylate) (PMMA) block. A fixation system for con-
ductive scaffolds was included, using stainless steel electrodes, which fits the description
for a direct coupling method found in the literature. Connection to a power supply or
a function generator is possible, allowing for delivery of both direct current (DC) and
alternating current (AC) to cells. In a different design, electrical insulation of the media
was attempted, defectively.
The nature of this work supported the need for incorporating conductive polymers
(CPs) in the scaffolds used for neuronal differentiation of cells in the stimulation chamber
and so, poly(lactic acid) (PLA) aligned electruspun fibers were produced and coated with
poly(3,4-ethylenedioxythiophene) (PEDOT) using vapor-phase polymerization (VPP). In
this process, the polymerization takes place through the reaction of Iron(III) p-toluenesul–
fonate/Fe(III)Tosylate (FeTos) included in the scaffolds with 3,4-ethylenedioxythiophene
(EDOT) on vapor phase. This fibers did not exhibit cytotoxicity and electrical character-
ization was attempted, using the bioreactor as a 2-point probe. Film casting using the
same polymeric solutions failed, as an increase in the ratio of PLA to FeTos did not reduce
film brittleness.
In vitro assays were conducted both with and without stimulation. SH-SY5Y extended
neurites after only 2 days of exposure to retinoic acid (RA). Cells maintained some level
of differentiation and neurite directionality with time, when cultured in the produced
fibers. Importantly, an electrical field of 500 mV/ cm was applied 1 h/day, for 9 days,
without significant improvements on neuronal differentiation.
Milhões de pessoas já sofreram lesões no seu sistema nervoso, o que, dada a sua capaci- dade limitada de regeneração, origina complicações a longo prazo, associadas à perda de função motora e sensorial. Embora limitada, esta capacidade tem sido amplamente explo- rada, e já se provou poder ser melhorada, com recurso a estimulação elétrica. Assim, este trabalho focou-se no desenvolvimento de um sistema para estimulação elétrica de células neuronais, permitindo avaliar o seu potencial para promover regeneração neuronal. Desenhou-se um sistema para estimulação neuronal recorrendo ao software Fusion 360TM e fabricou-se o mesmo por maquinagem de um bloco de PMMA. A montagem inclui um sistema para fixação de scaffolds condutores, usando elétrodos de aço inoxidável, correspondendo a um sistema de acoplamento direto, segundo a literatura. É possível estabelecer contactos elétricos com uma fonte de tensão ou um gerador de funções, o que permite fornecer às células correntes diretas e alternadas. Houve uma tentativa, sem sucesso, para um novo design que permitisse isolamento elétrico do meio. A natureza deste trabalho justificou a incorporação de polímeros condutores nos scaffolds usados para diferenciação neuronal de células no sistema de estimulação desen- volvido. Assim, foram eletrofiadas fibras alinhadas de PLA e, mais tarde, revestidas por PEDOT recorrendo a VPP. Neste processo, a polimerização ocorreu pela reação do FeTos, incluído nos scaffolds, com EDOT em fase de vapor. Foram feitas tentativas de produção de filmes, usando as mesmas soluções poliméricas, contudo verificou-se que o aumento da razão PLA:FeTos não reduziu a sua fragilidade. Foram realizados testes in vitro com e sem estimulação. As células SH-SY5Y estende- ram neurites, com apenas dois dias de exposição a meio contendo ácido retinóico. Quando semeadas nas fibras produzidas, estas células mantiveram um nível moderado de diferen- ciação neuronal ao longo do tempo, alinhando as suas extensões na direção das fibras. É de salientar que a exposição das células a um campo de 500 mV/ cm aplicado 1 h/dia, por 9 dias, não resultou num aumento significativo de diferenciação neuronal.
Milhões de pessoas já sofreram lesões no seu sistema nervoso, o que, dada a sua capaci- dade limitada de regeneração, origina complicações a longo prazo, associadas à perda de função motora e sensorial. Embora limitada, esta capacidade tem sido amplamente explo- rada, e já se provou poder ser melhorada, com recurso a estimulação elétrica. Assim, este trabalho focou-se no desenvolvimento de um sistema para estimulação elétrica de células neuronais, permitindo avaliar o seu potencial para promover regeneração neuronal. Desenhou-se um sistema para estimulação neuronal recorrendo ao software Fusion 360TM e fabricou-se o mesmo por maquinagem de um bloco de PMMA. A montagem inclui um sistema para fixação de scaffolds condutores, usando elétrodos de aço inoxidável, correspondendo a um sistema de acoplamento direto, segundo a literatura. É possível estabelecer contactos elétricos com uma fonte de tensão ou um gerador de funções, o que permite fornecer às células correntes diretas e alternadas. Houve uma tentativa, sem sucesso, para um novo design que permitisse isolamento elétrico do meio. A natureza deste trabalho justificou a incorporação de polímeros condutores nos scaffolds usados para diferenciação neuronal de células no sistema de estimulação desen- volvido. Assim, foram eletrofiadas fibras alinhadas de PLA e, mais tarde, revestidas por PEDOT recorrendo a VPP. Neste processo, a polimerização ocorreu pela reação do FeTos, incluído nos scaffolds, com EDOT em fase de vapor. Foram feitas tentativas de produção de filmes, usando as mesmas soluções poliméricas, contudo verificou-se que o aumento da razão PLA:FeTos não reduziu a sua fragilidade. Foram realizados testes in vitro com e sem estimulação. As células SH-SY5Y estende- ram neurites, com apenas dois dias de exposição a meio contendo ácido retinóico. Quando semeadas nas fibras produzidas, estas células mantiveram um nível moderado de diferen- ciação neuronal ao longo do tempo, alinhando as suas extensões na direção das fibras. É de salientar que a exposição das células a um campo de 500 mV/ cm aplicado 1 h/dia, por 9 dias, não resultou num aumento significativo de diferenciação neuronal.
Descrição
Palavras-chave
Tissue engineering Neuronal regeneration Electrical stimulation Bioreactor SH-SY5Y cells Electrospinnig
