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Jess Franco: Terror e Erotismo em Portugal

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Resumo(s)

A obra que o cineasta Jess Franco (Madrid, 1930 - Málaga, 2013) rodou em Portugal, com cerca de quatro dezenas de títulos, entre as décadas de 1960 e 1980, em colaboração com companhias de produção, técnicos ou actores, portugueses ou estabelecidos em Portugal, permanece invisível em termos da investigação académica realizada em Portugal, lacuna que esta dissertação se propõe colmatar. Nessa produção, que por vezes contou com o apoio de companhias de produção portuguesas, nomeadamente a Interfilme e a Estúdio 8, Jess Franco dirigiu filmes, maioritariamente dentro do género do terror, com uma forte componente erótica, e que, com sucesso, eram vocacionados para o mercado internacional, sem serem sujeitos à intervenção da censura portuguesa. No plano académico internacional, este tipo de produção tem sido problematizada recorrendo às teorias do autor e do género cinematográfico, aos conceitos de cult cinema, paracinema ou counter-cinema e à sua relação com os movimentos feministas e os estudos de género. Recorrendo a estas ferramentas, discutimos como a produção portuguesa de Jess Franco questiona a heteronormatividade vigente e opera dentro de uma noção ampla do cinema português que desafia os modelos a que frequentemente está associado, nomeadamente a ausência de géneros e a auto-reflexividade no modo como questiona Portugal e a sua cultura. Por outro lado, investigamos de que modo este modelo de produção pode até antecipar algumas das questões que enquadram o “cinema das pequenas nações”, incluindo a internacionalização e a globalização, matriz que ajuda a contextualizar o cinema português contemporâneo.
The work that the film-maker Jess Franco (Madrid, 1930 - Malaga, 2013) shot in Portugal between the 1960s and 1980s and that resulted in nearly fifty films, in collaboration with production companies, technicians and actors, Portuguese or living in Portugal, remains invisible in academic research carried out in the country. This dissertation proposes to approach this body of work directed by Jess Franco, sometimes produced with the support of Portuguese production companies – specifically Interfilme and Estúdio 8 – and which can mostly be categorised as horror with a strong erotic component, while successfully targeting an international market without being subjected to Portuguese censorship. Internationally, this type of production has been problematised academically using the auteur and genre theories, and the concepts of cult cinema, paracinema or counter-cinema and their relationship with feminist movements and gender studies. Using these tools, we intend to discuss how Jess Franco's Portuguese productions may question the heteronormativity of the time and operate within a broad notion of Portuguese cinema that challenges the models it is often associated with – namely the absence of cinematographic genres and a lack of selfreflexivity on Portugal and its culture. We intend to explore how this body of work can be seen to anticipate some of the issues that frame the ‘cinema of small nations’, including internationalisation and globalisation, which can help frame contemporary Portuguese cinema.

Descrição

Palavras-chave

Jess Franco (1930-2013) Interfilme Estúdio 8 Terror erótico Cinema português Cinema das pequenas nações Internacionalização Globalização Cult cinema Paracinema Erotic horror Portuguese cinema Cinema of small nations Internationalization Globalization Cult cinema Counter-cinema Auteur theory Genre theory Feminism Gender studies Teoria do autor Teoria do género cinematográfico Feminismo Estudos de género

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