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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Contra a corrente da vida cultural portuguesa sua contemporânea, entre 1930 e 1960,
que apostava em não entender e reprovar o exercício livre da imaginação enquanto mote do
processo criativo, a actividade multiforme de António Pedro, gozando de uma total
disponibilidade de espírito e de acção, assume foros de uma pedagogia que se não
compadece com a conformação a um modelo académico, duma anti-pedagogia, por assim
dizer, sob o princípio de desvinculação das regras coactivas da liberdade criativa.
É esta capacidade de originar à sua volta um espaço activo e dinamizador de vontades,
consentâneo com a valorização da diferença e da distinção pelo arbítrio, que está patente na
retrospectiva de uma obra plural. Nela se condensam as figuras do artista e do intelectual que
revestem a personalidade de António Pedro, encontrando uma unidade totalizante nos
poemas, na pintura, no desenho e nos palcos de teatro, bem como no jornalismo que sempre
fez, na crítica, na ensaística e na sua breve passagem pela política.
De facto, a obra de António Pedro esboça-se em muitos pedaços de papel, sinais
perenes de uma biografia, sintomáticos de um crescendo de ousadia moral e de maturação
artística que reflectem a assunção de uma dimensão de devir, uma dialéctica de encontros e
desencontros que se aduz na contínua deserção de temas, géneros e atitudes. Desde o lirismo
estático e ingénuo, de tradição estilística ou retórica, patente na sua produção poética em
plenos anos 20, ao sempre perseguido ideal de vanguarda que encontra no surrealismo, Pedro
foi empreendendo sucessivas experiências de libertação e de descoberta, muitas delas além
fronteiras, que se consolidaram, sobretudo, no seio do dimensionismo.
São, portanto, os textos narrativos de António Pedro que servem as aspirações deste
trabalho, no qual nos propomos reunir, ordenar e fixar, com o propósito de uma edição crítica,
um conjunto substancialmente heteróclito e fragmentário de textos de António Pedro que se
encontram, na sua maioria, em estado embrionário, enquanto meros bosquejos ora rudemente
traçados numa forma acabada, ora incompletos.
Descrição
Palavras-chave
Literatura portuguesa Prosa narrativa Novelas Contos Romances Surrealismo na Literatura Escritores portugueses Análise literária
