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The following study is an ethnographic exploration of the interrelation between music, dance and language in Galicia, one of the northern coastal Atlantic regions of the Iberian Peninsula. Through an ethnomusicological and sociolinguistic lens, it observes the involvement of an urban community living in the capital city of Santiago de Compostela with “traditional” music and dance practices (foliadas). Taking into consideration the historical imposition of the Spanish state on Galician culture and language, it seeks to show how in the social environment of a foliada a certain social, political and sociolinguistic “identity” is shaped and celebrated. It questions how the identifying elements of music and dance are formed and shared; and furthermore, how the social contexts where music and dance take place influence language choice. Developed over three months of fieldwork in Santiago de Compostela, this study takes witness to participants involved in these cultural practices and is accompanied by eight interviews of individuals identifying either as neofalantes (new Galician speakers) or paleofalantes (Galician as mother tongue). These observations provide insight as to how they observe their current cultural and social expression and their concern for the advocacy of Galician language use, where notions of “authenticity” play a vital role. Through a thematic analysis of this ethnography and interviews, I hope to establish a relationship between “traditional” Galician music, dance and language.
A presente dissertação é uma exploração etnográfica da interrelação entre a música, a dança e a língua na região atlântica litoral da Península Ibérica, mais concretamente na Galiza. A partir de um referencial teórico-metodológico baseado na etnomusicologia e na sociolinguística, observa o envolvimento de uma comunidade urbana que vive na capital da região, Santiago de Compostela, com práticas de música e dança “tradicionais” (foliadas). Considerando a imposição histórica do estado espanhol na cultura e na língua galega, analisa como uma certa “identidade” social, política e sociolinguística é moldada e celebrada através destas práticas da foliada; questiona como os elementos de “identidade” se formam e se partilham em redor da música e da dança; e ainda como os contextos sociais em que a música e dança acontecem influenciam a escolha da língua. Desenvolvido com base num trabalho de terreno de três meses em Santiago de Compostela, este estudo testemunha o envolvimento dos participantes com estas práticas culturais e é acompanhado por oito entrevistas de indivíduos identificando-se quer como neofalantes (novos galegos) quer como paleofalantes (galegos como língua nativa). Estas observações fornecem informações sobre como eles observam a sua expressão cultural e social atual e sobre a sua preocupação com a defesa do uso da língua galega, onde noções de “autenticidade” desempenham um papel vital. Através da análise temática desta etnografia e das entrevistas, espero estabelecer uma relação entre a música e a dança “tradicionais” e a língua galega.
A presente dissertação é uma exploração etnográfica da interrelação entre a música, a dança e a língua na região atlântica litoral da Península Ibérica, mais concretamente na Galiza. A partir de um referencial teórico-metodológico baseado na etnomusicologia e na sociolinguística, observa o envolvimento de uma comunidade urbana que vive na capital da região, Santiago de Compostela, com práticas de música e dança “tradicionais” (foliadas). Considerando a imposição histórica do estado espanhol na cultura e na língua galega, analisa como uma certa “identidade” social, política e sociolinguística é moldada e celebrada através destas práticas da foliada; questiona como os elementos de “identidade” se formam e se partilham em redor da música e da dança; e ainda como os contextos sociais em que a música e dança acontecem influenciam a escolha da língua. Desenvolvido com base num trabalho de terreno de três meses em Santiago de Compostela, este estudo testemunha o envolvimento dos participantes com estas práticas culturais e é acompanhado por oito entrevistas de indivíduos identificando-se quer como neofalantes (novos galegos) quer como paleofalantes (galegos como língua nativa). Estas observações fornecem informações sobre como eles observam a sua expressão cultural e social atual e sobre a sua preocupação com a defesa do uso da língua galega, onde noções de “autenticidade” desempenham um papel vital. Através da análise temática desta etnografia e das entrevistas, espero estabelecer uma relação entre a música e a dança “tradicionais” e a língua galega.
Descrição
Palavras-chave
Música tradicional Dança tradicional Sociolinguística Língua galega Identidade Nacionalismo Autenticidade Foliada Rural Os vellos Galiza Santiago de Compostela Paleofalante Neofalante Traditional music Traditional dance Sociolinguistics Galician language Identity Nationalism Authenticity Galicia
