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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Nas últimas décadas o número de imigrantes em Portugal aumentou consideravelmente.
Até ao final do ano de 2013 o número de imigrantes Angolanos a residir em Portugal atingiu os 20 000 indivíduos, verificando-se uma predominância territorial na região metropolitana de Lisboa.
Angola é um país situado na costa Atlântica Sul do continente Africano. A presença do
povo Bantu, assim como a colonização pelo povo Português durante o século XV, são
considerados como os principais modeladores do padrão genético da população deste país.
A transmissão exclusiva por via materna, o levado número de cópias, a ausência de
recombinação e a elevada taxa de mutação inerentes ao ADN mitocondrial, são características que o tornam útil em estudos de origem e evolução Humana, assim como em investigações forenses.
O principal objetivo deste estudo foi caracterizar geneticamente a população de
imigrantes Angolanos a residir em Lisboa. Para tal foi estudado um grupo de 173 indivíduos, residentes em Lisboa, com ascendência Angolana confirmada e não relacionados entre si.
Sequenciou-se a região controlo do ADN mitocondrial com recurso aos primers L15997/H016 e L16555/H639.
Cerca de 85% dos haplótipos identificados são únicos. A maioria dos haplogrupos
determinados pertence a linhagens de ADN mitocondrial descritas como específicas da região subsariana de África, com cerca de 87% dos haplótipos pertencentes ao macrohaplogrupo L.
Do estudo filogenético verificou-se que as populações geneticamente mais próximas
foram a nossa população imigrante de Angola e as populações de indivíduos Angolanos a
residir em Angola e de indivíduos pertencentes a diversos grupos étnico-linguísticos Bantu.
Este estudo vem alertar para a grande diversidade genética que a população imigrante Angolana introduz em Lisboa nas gerações atuais e nas gerações futuras. Teremos num futuro muito próximo, indivíduos naturais e nacionais de Lisboa com haplótipos, até então, considerados como tipicamente Africanos.
Os haplótipos da população Angolana imigrante a residir em Lisboa foram submetidos e aceites para inserção na base de dados EMPOP (EDNAP Forensic mtDNA Population Database) com o número de acesso EMPOP662.
Descrição
Palavras-chave
ADN mitocondrial Região controlo total Angola Lisboa
