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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Fotografia e dança. O lugar da fotografia na dança contemporânea. É com base
nesta formulação que é problematizada a referência da imagem fotográfica numa obra
coreográfica, a partir da sua articulação com o movimento e com todos os outros
elementos inerentes ao espectáculo, nomeadamente, a cenografia.
Ao longo da História da Dança, esta tem sido pautada por um conjunto de
adaptações e experimentações relativamente à componente visual. Desse investimento,
marcado acentuadamente pela colaboração entre coreógrafos e artistas plásticos,
também marcam presença os aparelhos de imagens (fotografia, filme, entre outros).
Tomando como objecto de análise o panorama português, a reflexão assenta, sobretudo,
na actividade decorrente entre as últimas décadas do século XX e o início do século
XXI. As peças escolhidas – Gust (1997), de Francisco Camacho, Memórias de Pedra –
Tempo Caído (1998), de Paulo Ribeiro, e Situações Goldberg (1990), de Olga Roriz,
procuram evidenciar a pluralidade de contextos e formas em que a fotografia surge
associada a um espectáculo. Face à panóplia de estratégias adoptadas pelos coreógrafos,
procurar-se-á perceber quais os elementos que sustentam a necessidade de recorrer à
fotográfica.
Como tal, os aspectos ontológicos da imagem fotográfica são colocados em
análise, procurando estabelecer a sua correspondência com as especificidades de cada
peça analisada. A indexicalidade, a percepção e a temporalidade que definem o estatuto
da fotografia serão analisados em articulação com o movimento, a organização
coreográfica e a relação dos intérpretes com a imagem. Os três exemplos em estudo
representam uma amostra que dialoga com todo um amplo campo de propostas
artísticas que incorporam a fotografia na dança.
Descrição
Palavras-chave
Fotografia Dança Imagem Movimento Francisco Camacho
