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Orientador(es)
Resumo(s)
A
história
do
jornalismo
escreveu-‐se
desde
sempre
ancorada
aos
avanços
da
tecnologia.
A
Internet
é
disto
a
expressão
máxima.
A
sua
evolução,
desde
os
primórdios
da
World
Wide
Web
até
à
Web
2.0
e
às
redes
sociais,
não
só
revolucionou
todo
o
processo
de
informar,
conferindo
ao
indivíduo
comum
o
poder
que
antes
não
tinha
de
ser
parte
ativa
na
produção
da
notícia,
como
colocou
aos
jornalistas
e
aos
Órgãos
de
Comunicação
Social
(OCS)
novos
desafios.
Perante
uma
mudança
radical
no
modo
de
produção
e
consumo
de
informação,
jornalistas
e
empresas
de
comunicação
viram-‐se
forçados
a
estar
onde
está
o
seu
público:
nas
redes
sociais.
Mas
esta
presença
não
está
imune
a
riscos.
A
maior
aproximação
dos
jornalistas
à
sua
audiência
numa
plataforma
onde
a
delimitação
entre
o
papel
do
profissional
e
do
cidadão
nem
sempre
é
clara
e,
consequentemente,
a
exposição
a
que
ficam
sujeitos
perante
um
público
cada
vez
mais
participativo,
aportam
novos
desafios
éticos
e
deontológicos
ao
exercício
da
profissão.
É
nesta
matéria
que
se
centra
esta
investigação
que
pretende
cumprir
dois
objetivos:
perceber
como
os
jornalistas
portugueses
utilizam
as
redes
sociais,
identificando
potenciais
riscos
de
atropelo
ao
código
ético
e
deontológico
que
norteia
a
profissão
e
clarificar
que
posicionamento
estão
a
adotar
as
empresas
de
comunicação
face
aos
riscos
gerados
pelo
novo
contexto
do
jornalismo.
Para
o
efeito,
realizou-‐se
um
questionário
de
abrangência
nacional
a
300
jornalistas,
no
ativo
e
detentores
de
carteira
profissional,
de
76
OCS
e
procedeu-‐se
ainda
a
um
levantamento
e
análise
de
conteúdo
das
Recomendações
e
Códigos
de
Conduta
para
utilização
das
redes
sociais
por
jornalistas,
elaborados
e
aplicados
nas
principais
redações
internacionais.
Da
análise
dos
dados
obtidos
através
do
questionário
resulta
claro
que
a
atuação
dos
jornalistas
portugueses
nas
redes
sociais
online
é
passível
de
constituir
um
risco
para
o
cumprimento
dos
valores
éticos
e
deontológicos
da
profissão,
nomeadamente,
no
que
diz
respeito
à
emissão
de
opiniões
ou
à
dúbia
separação
entre
a
esfera
pessoal
e
profissional
nestas
plataformas.
A
análise
de
conteúdo
realizada
permitiu
também
constatar
que
as
principais
preocupações
dos
OCS
residem
no
impacto
que
a
atividade
online
dos
jornalistas
pode
gerar
na
sua
reputação
e
credibilidade.
Não
obstante
os
novos
desafios
suscitados
pelo
atual
contexto
de
comunicação,
a
generalidade
dos
meios
não
vai,
contudo,
muito
além
da
transposição
das
velhas
regras
do
jornalismo
aos
novos
media.
Descrição
Palavras-chave
Redes Sociais Media Sociais Web 2.0 Jornalistas Ética Deontologia Código deontológico do jornalista Conduta online
