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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este texto falará de como é percepcionado o “outro” e como nos
percepcionámos a nós mesmos através da comunicação em plataformas virtuais de
tecnologias que utilizam sistemas de chats de video conhecidos como anónimos
ou aleatórios, nomeadamente leituras sobre a vigilância existente, grafismo,
design, capacidade de imersão, co-presença e de comunicação.
Repararemos que este tipo de sites traz uma certa novidade aos mundos virtuais
e reais. Por um lado, uma possibilidade de sermos anónimos (dada a liberdade que
estes sites dão ao utilizador, sem uma autoridade hierárquica, cada um pode fazer
o que lhe apetece até ser «rejeitado» pelo outro utilizador, através de um clique no
botão "next"). Também pelo facto de ser um entre milhares de outros idênticos,
todos enquadrados pela mesma janela (espaço homogéneo = população
homogénea). A quase impossibilidade de voltarmos a ver o mesmo utilizador,
online ou na vida real, dá-nos também a liberdade de agirmos como queremos.
Por outro lado, os níveis de realismo no site são elevados porque a
comunicação é baseada em webcams e microfones que dão uma representação
muito aproximada da realidade, de modo que o utilizador se mostra mais ou
menos tal como é.
Neste sentido, neste antagonismo destas duas forças surge uma sensação
paradoxal. Os utilizadores sentem-se como que a representar para fantasmas, mas
são pessoas que estão ali também, corpos reais por trás de uma imagem. O próprio
utilizador é como um fantasma que pode desaparecer ou esconder-se a qualquer
momento, optar por estar ou não presente. É na fronteira entre estes dois mundos
que a fantasia, jogos de papéis e personalidades e construção de identidades
tomam lugar.
Descrição
Palavras-chave
Chats de video Identidade Copresença Design Utilização
