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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O estatuto do tradutor de literatura infantil é com frequência discutido em
termos da sua dupla marginalização: por um lado, pela posição de subalternidade
geralmente conferida ao texto traduzido em relação ao de partida e, por outro, pela
posição marginal que o género infantil ocupa em grande parte dos sistemas literários
nacionais. Deste modo, pode afirmar-se que o estatuto do tradutor de literatura infantil
acompanha a evolução dos conceitos de infância e de literatura infantil, o que, por sua
vez, permite o mais variado tipo de problematizações, não só de cariz históricocultural,
mas também (e sobretudo) na medida em que o processo tradutório envolve
perspectivas idiossincráticas sobre o(s) público(s)-alvo da literatura traduzida
destinada à infância. Estas expectativas levam a que a presença textual do tradutor se
torne simultaneamente mais invísível (por domesticação) e mais visível (pelas marcas
pessoais), sobretudo quando o autor do texto de partida em causa confere às suas
obras uma grande criatividade e inovação em termos linguísticos e de conteúdo.
Nesse sentido, a presente dissertação procura compreender o estatuto do(a) tradutor(a)
de literatura infantil em Portugal, partindo dos textos de chegada e dos testemunhos
das tradutoras que se debruçaram sobre as obras infantis do britânico Roald Dahl,
autor representativo das questões em apreço sobretudo devido à sua irreverência e
criatividade linguística.
Descrição
Palavras-chave
Tradução Literatura infantil Estatuto do Tradutor Roald Dahl
