Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/13373
Título: Linguagem e crueldade : Artaud e Wittgenstein
Autor: Fernandes, Adriana de Carvalho
Palavras-chave: Artaud
Acção
Corpo
Fragmentação
Linguagem
Teatro
Wittgenstein
Data de Defesa: Jun-2014
Resumo: Com esta dissertação parte-­‐se de uma evolução cronológica do pensamento de Artaud salientando a inequívoca relação entre o autor e a sua obra como uma e a mesma coisa. Artaud procurou sempre uma nova linguagem para o seu teatro, uma linguagem que não tivesse aparência de ficção, que fosse viva. Neste sentido, Wittgenstein emerge nesta relação através das suas considerações acerca da linguagem, espraiando-­‐se num sentido mais amplo, a própria vida. Partimos da análise do próprio pensar para a origem e finalidade da criação artística. Na apologia da apresentação em detrimento da representação as palavras parecem ser insuficientes e parte-­‐se na busca de uma linguagem sólida, física, que culmina no corpo-­‐sem-­‐órgãos, conceito desenvolvido por Deleuze. Do corpo liberto, em acção, surge-­‐nos agora a palavra-­‐sem-­‐órgãos, pautada por uma revolução da sintaxe e da gramática; é a linguagem mutável e viva que renasce. Através de Wittgenstein procura-­‐se o sentido desta linguagem e a sua receptividade. É nesta íntima relação entre a ética e a estética, na lucidez, na determinação e no rigor com que ambos os autores abordam a linguagem enquanto vida, que vemos espelhada a crueldade, essa força inelutável de viver sempre mais.
URI: http://hdl.handle.net/10362/13373
Designação: Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Filosofia
Aparece nas colecções:FCSH: DF - Dissertações de Mestrado

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