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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Com
esta
dissertação
parte-‐se
de
uma
evolução
cronológica
do
pensamento
de
Artaud
salientando
a
inequívoca
relação
entre
o
autor
e
a
sua
obra
como
uma
e
a
mesma
coisa.
Artaud
procurou
sempre
uma
nova
linguagem
para
o
seu
teatro,
uma
linguagem
que
não
tivesse
aparência
de
ficção,
que
fosse
viva.
Neste
sentido,
Wittgenstein
emerge
nesta
relação
através
das
suas
considerações
acerca
da
linguagem,
espraiando-‐se
num
sentido
mais
amplo,
a
própria
vida.
Partimos
da
análise
do
próprio
pensar
para
a
origem
e
finalidade
da
criação
artística.
Na
apologia
da
apresentação
em
detrimento
da
representação
as
palavras
parecem
ser
insuficientes
e
parte-‐se
na
busca
de
uma
linguagem
sólida,
física,
que
culmina
no
corpo-‐sem-‐órgãos,
conceito
desenvolvido
por
Deleuze.
Do
corpo
liberto,
em
acção,
surge-‐nos
agora
a
palavra-‐sem-‐órgãos,
pautada
por
uma
revolução
da
sintaxe
e
da
gramática;
é
a
linguagem
mutável
e
viva
que
renasce.
Através
de
Wittgenstein
procura-‐se
o
sentido
desta
linguagem
e
a
sua
receptividade.
É
nesta
íntima
relação
entre
a
ética
e
a
estética,
na
lucidez,
na
determinação
e
no
rigor
com
que
ambos
os
autores
abordam
a
linguagem
enquanto
vida,
que
vemos
espelhada
a
crueldade,
essa
força
inelutável
de
viver
sempre
mais.
Descrição
Palavras-chave
Artaud Acção Corpo Fragmentação Linguagem Teatro Wittgenstein
