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Orientador(es)
Resumo(s)
Da compositora, pedagoga e musicógrafa Francine Benoît (1896-1990), preocuparamme
os silêncios, os não ditos. Esta dissertação propõe-se tecer algumas considerações
sobre as suas redes de sociabilidades e analisar as negociações do silenciamento e da
omissão da vida privada de Francine Benoît, focando-se nos anos entre 1940 e 1960.
Apoiando-me em considerações sociológicas que abrangem desde Simmel a Goffman,
Foucault, Bourdieu e Wiewiorka, mas também em estudos sobre as mulheres (Millett,
Beauvoir, Pimentel, Tavares), estudos lésbicos (Castle, Klobucka) e na teoria queer
(Butler, Preciado), explorei as ligações de Francine Benoît com outras mulheres,
enquanto figura agregadora de redes de sociabilidades de intelectuais, baseando-me
essencialmente nos seus registos epistolográficos e nos seus diários.
As minhas considerações foram complementadas com uma análise da situação da
mulher portuguesa durante o Estado Novo, tendo em conta os particularismos de
Benoît, nomeadamente segundo o triângulo da diferença de Wiewiorka: identidade
colectiva, indíviduo, sujeito, e as permanentes negociações entre os seus vértices
(2002). Entendi-a como alvo de estigmatização e auto-estigmatização, devido a várias
nuances da sua identidade, que vão desde o ser mulher, a ser estrangeira, a viver
afectividades lésbicas.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção
do grau de Mestre em Ciências Musicais
Palavras-chave
Género Sociabilidades Invisibilidades Sexualidade
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
