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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Descrição
As frases de Luís Filipe Thomaz (THOMAZ, 1999, p.10), embora aplicadas às
especiarias, poderiam sê-lo à própria palavra martabã. Desde o primeiro momento em que
nos dedicámos ao estudo dos potes martabã, o seu termo constituiu objecto de grandes
interrogações, ao mesmo tempo que sempre nos pareceu ser ponto de chegada a muitas
dessas mesmas interrogações. A palavra martabã deriva do nome do porto de Martabão, no
antigo Reino do Pegu, ponto de convergência de rotas comerciais no Extremo Oriente,
local de passagem obrigatória de mercadores e navegadores europeus desde o século XVI.
Desde então esta cidade portuária era conhecida pelo seu intenso comércio e famosa pelas
grandes jarras de barro (LINCHOSTEN, 1997, p.112) cuja memória ficou impressa em
muitos relatos de viajantes que visitaram essas paragens. Foi assim que o porto de
Martabão deu nome aos potes que aqui estudamos, conhecidos como martabãs. Todavia, o
nome alargou-se, passando a ser aplicado a diversos tipos de potes e chegando aos nossos
dias envolto em várias dúvidas quanto ao processo de evolução do termo e,
consequentemente, das peças que podemos considerar, de facto, um martabã.
Mas para tal, teríamos que procurar fazer uma história do próprio nome, procurar
perceber de que modo evoluiu até aos nossos dias, de certa forma desmontar ideias préconcebidas
e, então, perceber que características um pote deverá ter para que o possamos
designar de martabã.
E assim chegámos à dissertação que aqui apresentamos, sob o título Os potes martabã
– contributo para o seu estudo, realizada no âmbito do Mestrado de Arqueologia, sob
orientação científica da Prof.ª Doutora Rosa Varela Gomes.
Palavras-chave
Potes martabã Cerâmica utilitária Birmânia Transporte de mercadorias Viagens marítimas Expansão portuguesa Vestígios arqueológicos Escavações arqueológicas
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
