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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
o fenómeno da exclusão social dos jovens - incluindo todas as suas correlativas
manifestações de «desenquadramento social» - tem adquirido uma relevância pública
cuja ressonância principal é a ideia de que os jovens vivem situações crescentes de
risco. Riscos múltiplos que se associam a condições precárias de vida, novas formas de
vivência e experimentação sexual, manifestações diversas de intolerância (racismo,
violência, etc.), apelos consumistas geradores de «pânico social» (nomeadamente com o
consumo crescente de drogas, mais ou menos «ilícitas»), condutas e culturas
«rebeldes», lazeres marcados por «excessos» e «transgressões», etc. (pais, 2005:13)
O aumento nas estatísticas de situações de violência envolvendo crianças e
jovens e o estigma que os leva na maioria dos casos, principalmente quando em
situações de risco e abandono, a passar da posição de vitimas a vilões sociais, são os
pressupostos básicos que motivam a realização desta pesquisa.
Utilizamos o cinema como meio para reflexão sobre a violência, cidadania e
juventude. O cinema contemporâneo tem nos mostrado com uma frequência cada vez
maior uma parcela da sociedade que muitas vezes desconhecemos. Filmes como o
brasileiro Cidade de Deus, o português Zona J , o sul africano Wooden Camera e o
venezuelano Huelepega, ley de la Ca//e nos apresentam, através da ficção, a realidade
de crianças e jovens que vivem a mesma situação de risco, o que inclui, exclusão,
violência e abandono. Será esta uma coincidência (o que não acreditamos) ou uma
realidade advinda desta sociedade industrial moderna e globalizada? São questões como
esta que pretendemos investigar durante o desenvolvimento desta dissertação.
Percebemos a necessidade de dar um sentido afirmativo e transformador aos
fenómenos ligados a violência, a pobreza e a miséria, sem com isso transformar a
pobreza em uma representação de drama e vitimização e muito menos em um produto
de consumo imediato para entretenimento ou folclore (Bentes, 2003).
Nossa intenção foi tentar perceber através destes filmes, por um lado, o movimento
que está acontecendo quando o cinema de ficção vai buscar através da temática da
realidade de crianças e jovens pobres e excluídos trazendo a vida destes jovens para o
ecrã; por outro lado, a visão que os jovens têm destes filmes e utilizar o cinema como
meio para que eles pudessem se sentir estimulados para externalizar o que pensam,
sentem e vêem. Através da educação para, com e sobre os media, utilizando os conceitos de comunicação, educação e participação, trabalhamos questões sobre
cidadania, auto estima e outras temáticas que fazem parte do dia a dia dos jovens.
Que quadro de nossas crianças e jovens estes filmes querem mostrar? O cinema
consegue contribuir de alguma maneira para melhorar a realidade que representa? O
cinema tem um papel político na sociedade? Qual o papel social do cinema? Deve-se
exigir do cinema um envolvimento maior sobre as questões levantadas por ele?
Entender acerca do significado do papel social do cinema para os jovens e até que ponto
este mesmo cinema pode provocar-lhes uma reflexão, são algumas das questões que
levantamos e abordamos na dissertação que se segue.
Descrição
Tese de mestrado, Ciências da Comunicação, Estudo dos Media e do Jornalismo
Palavras-chave
Delinquência juvenil no cinema Portugal Jovens Exclusão social Cinema Aspectos sociais Criatividade Escola e sociedade Reinserção social
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
