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Orientador(es)
Resumo(s)
De entre os inúmeros achados arqueológicos recolhidos durante a escavação arqueológica que ocorreu entre 1981 e 1982 na Casa dos Bicos em Lisboa (Portugal), foram encontrados múltiplos fragmentos de cálices em vidro. Neste trabalho foram estudadas duas coleções desses cálices; a mais antiga datada entre a segunda metade do séc. XVI e a primeira metade do séc. XVII inclui
sete pés de cálices em vidro silicatado sodo-cálcico (9-16 % de Na2O) e a mais recente data dos séc. XVII-XVIII (1690-1755) e compreende quarenta e oito fragmentos de pés em vidro com elevado teor de chumbo (25,0-38,8 % de PbO). Este estudo teve como objectivo identificar
possíveis centros de produção e avaliar a estabilidade química destes objetos.
A composição dos fragmentos de vidro foi obtida pela técnica analítica de μ-EDXRF (micro fluorescência de raios-X dispersiva de energias). Foram também estudados os produtos de corrosão pelas técnicas de microscopia ótica, FTIR (espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier) e SEM (microscopia electrónica de varrimento).
Após a comparação formal e das composições químicas dos vidros em estudo com a informação existente na literatura científica, concluiu-se que a coleção do séc. XVI-XVII tem uma proveniência
desconhecida e que a coleção do séc. XVII-XVIII terá sido produzida em Inglaterra.
Os vidros estão quimicamente estáveis. Alguns fragmentos não apresentam qualquer evidência de deterioração, enquanto outros apresentam múltiplas camadas iridescentes, picado, fissuração e crostas opacas com uma cor que pode variar desde o branco ao preto passando pelos diversos tons de castanho. Sugere-se que esta observação se deva às diferentes características ambientais existentes no compartimento arqueológico e às diferentes composições químicas dos vidros.
Descrição
Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em Conservação e Restauro Área de especialização Cerâmica e Vidro
