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Orientador(es)
Resumo(s)
O presente trabalho tem como objectivo compreender de que forma a Companhia
de Jesus se expressou na sua vertente arquitectónica na missão que desenvolveu no
arquipélago nipónico, entre meados do século XVI e o primeiro quartel do século XVII.
Enquanto grupo de missionários provenientes da Europa, os jesuítas, para conseguirem
concretizar os objectivos apostólicos que tinham presidido à sua formação, tinham que
ultrapassar as inúmeras barreiras civilizacionais que se lhes colocavam. As profundas
diferenças culturais que separavam os padres da Companhia e os japoneses obrigaram
ao estabelecimento de formas de entendimento, pontes que lhes permitissem atingir o
povo japonês, e convertê-lo. Foi esta postura de abertura e tolerância perante o Outro
que distanciou a Companhia de Jesus relativamente às suas congéneres,
proporcionando-nos um trabalho de investigação centrado na interpretação de uma
acomodação cultural em termos arquitectónicos.
A escolha da Companhia de Jesus como agente primordial deste estudo prendese
naturalmente com o facto de ter sido a força religiosa que teve a presença mais
duradoura e consistente no arquipélago japonês. A chegada de São Francisco Xavier em
1549 e a publicação do édito de expulsão em 1614, marcam o início e o fim da presença
portuguesa no arquipélago, e também a da Companhia de Jesus, sendo por isso as
datas que determinam a nossa análise. Apesar da expulsão definitiva dos portugueses
ter ocorrido apenas em 1639, desde a publicação do último édito anti-cristão até esse
momento final, as estruturas da Companhia e as comunidades cristãs no território
sofreram profundos golpes, que não possibilitaram um regresso à normalidade e
estabilidade.
A forma como a Companhia se organizou assegurou a produção de um
manancial de documentação escrita absolutamente extraordinário e de grande riqueza
informativa. Todo o tipo de factos e acontecimentos da missão japonesa se encontram
registados, e com elevado grau de pormenor, factor que se revelou fulcral para a nossa
análise. Esta foi também uma das razões que nos fez escolher a Companhia de Jesus
enquanto objecto de estudo, na medida em que qualquer expressão arquitectónica só se
tornaria visível se os registos encontrados na documentação coeva tivessem sido elaborados com algum detalhe e minúcia. Esse facto caracteriza claramente a
documentação produzida pelos jesuítas, quer na sua componente mais pública e formal,
através das Cartas Ânuas, quer na sua vertente mais privada, na correspondência
trocada entre os vários missionários, dentro da missão ou com a Europa.
Descrição
Mestrado em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa (Séculos XV-XVIII)
Palavras-chave
Companhia de Jesus Igrejas Arquitectura religiosa Urbanismo Cultura japonesa Japão Jesuítas (Religiosos) Catolicismo
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
