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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente trabalho tem como objectivo o estudo do núcleo de cerâmicas,
exumado ao largo de São Julião da Barra, possivelmente, pertencente aos destroços da nau
Nossa Senhora dos Mártires. Efectuámos o estudo e a identificação dos diferentes fragmentos
de porcelana chinesa característicos da Dinastia Ming, do reinado Wanli (1573-1619), e de
cerâmica oriunda da região Sul da China, datada do período de transição de fins do século
XVI e inícios do século XVII, e que seriam parte da carga transportada a bordo da referida
nau.
Os primeiros contactos regulares do Ocidente com os povos do Oriente ocorreram
durante a Dinastia Ming, tendo como protagonistas capitães, mercadores e missionários
portugueses. Durante quase cerca de um século a Coroa Portuguesa conseguiu manter um
comércio praticamente exclusivo com o Oriente, garantindo durante os séculos XVI, XVII
e XVIII o comércio da porcelana chinesa. As mercadorias exóticas e raras provenientes do
Oriente, na sua generalidade, e as louças chinesas, em particular, são um vasto campo de
comércio que desde sempre despertaram e aguçaram a sensibilidade estética e artística,
impondo-se no mercado português com a força de uma moda que perdurará até ao século
XVIII.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Mestre em Arqueologia
Palavras-chave
Nossa Senhora dos Mártires Cerâmica oriental Porcelana chinesa
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
