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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O cancro apresenta-se como a segunda causa de morte a nível mundial possuindo um crescimento contínuo devido ao aumento e envelhecimento populacional. Apesar das diversas abordagens terapêuticas que têm surgido nos últimos anos, a comunidade científica tem demonstrado um interesse crescente no desenvolvimento de novos agentes quimioterapêuticos que permitam conferir uma maior especificidade tumoral, redução dos efeitos secundários e da resistência adquirida. No presente estudo analisámos o potencial antiproliferativo de diversos complexos metálicos de Ru(II) e Mn(I), assim como os mecanismos de ação subjacentes aos mesmos.
Foram realizados ensaios de viabilidade em linhas celulares provenientes de carcinoma de ovário, colorretal, colorretal resistente à doxorrubicina e em fibroblastos humanos. Os resultados demonstraram um efeito citotóxico superior para a linha proveniente de carcinoma de ovário, em particular para os compostos JHOR9, JHOR11 e F com IC50 de 0,40 M; 1,19 M; 0,37 M, respetivamente. Foi demonstrado que o potencial antiproliferativo dos complexos resultou da indução de morte celular via apoptose e autofagia. Os estudos de interação com o DNA demonstraram que os complexos não atuam segundo uma via genotóxica e/ou pelo bloqueio da progressão do ciclo celular. Ensaios de migração permitiram verificar que os complexos não interferem significativamente com a migração de fibroblastos. Estudos in vivo em embriões de galinha demonstraram que os complexos não apresentam propriedades pró- ou anti-angiogénicas e não induzem toxicidade durante as 48 horas de exposição ao IC50 de cada complexo.
Descrição
Palavras-chave
Cancro Quimioterapia Complexos metálicos Ruténio Manganês Citotoxicidade
