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O corpo do fantasma: trânsitos no cinema de fluxo contemporâneo

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Resumo(s)

No início dos anos 2000 emergiu dentro do âmbito do cinema de autor o que parcela da crítica francesa denominou como “estética do fluxo”, ou como depois passou a ser designado: cinema de fluxo. Entre algumas de suas características, destacam-se uma temporalidade frouxa e fugidia, diluições narrativas, composições transitórias e espaços deslocalizados, em uma constante necessidade de criar experiências intensificadas ao espectador. Esta dissertação propõe um cruzamento entre este tipo emergente de cinema e a figura do fantasma, em um processo de pesquisa que acompanha, ou se deixa circular entre os dois universos estéticos e seus pontos de contato. Nesta inter-relação, interessa perceber como os dois conceitos se destacaram em um mesmo momento histórico-tecnológico do início do século XXI, onde o real, já fendido por tantos questionamentos ontológicos passa a incidir no próprio fazer e imagem cinematográfica, metamorfoseando-a. Utilizando de diferentes autores, esta pesquisa invoca o fantasma como ferramenta analítica-metodológica para melhor compreender o cinema de fluxo, e o cinema de fluxo para melhor evidenciar um cotidiano onde o fantasma se tornou imagem central. Nesta encarnação de um conceito no outro, e onde ambos nos convocam a um mesmo estado de espectador, perguntamo-nos: quem é este homem que está em constante processo de aparecimento e desaparecimento?
At the beginning of the 2000s, it emerged within the scope of an author's cinema what part of the French critics called “aesthetics of the flux”, or as later became known: flux cinema. Marked by a loose and elusive temporality, narrative dilutions, transitory frame compositions and delocalized spaces, these films were in fact envisioning a more intensified experience for its viewer. This dissertation proposes a relation between this emerging style of cinema and the figure of the ghost, in an essay that follows, or allows itself to circulate, between the two aesthetical universes and their contact points. Both concepts gained prominence during the rise of the XXI century and especially after a spectral turn movement in cultural criticism. Because of it, “reality”, splitted by so many ontological questions, starts to affect the cinematographic image, transmogrifying it. Taking multiple authors, this research invokes the ghost as an analytical-methodological tool to better understand the flux cinema, and the flux cinema to better highlight a modern life where the ghost has become a central image. Through this incarnation of one concept in the other, where film and ghosts summon us to the same spectator state, we ask ourselves: who is this man in a constant process of appearance and disappearance?

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Palavras-chave

Cinema Corpo Cinema de Fluxo Espectralidade Fantasma Encarnação Flux Cinema Spectrality Ghost Embodiment

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