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Orientador(es)
Resumo(s)
O contexto moçambicano possui ainda muito pouca produção académica que procure enquadrar o cinema local na história do Cinema Contemporâneo, a partir da relação intrínseca entre História e Cinema. Aliás, somos tentados a assumir que não existam publicações nacionais, nem debates relevantes sobre esta relação, sendo este um primeiro desafio para lançar o debate, no sentido de construir abordagens e pesquisas nesta direcção, para o nascimento, contributo e enriquecimento desta discussão1. A partir dos contributos teóricos surgidos na década 60/70 com a “Nova História” estas discussões foram-se alargando a diferentes contextos com paradigmas diversos, mas que também podem ser coincidentes na sua essência e substância. Marc Ferro considera o filme como um documento que auxilia na construção de uma contra-história, isto é, uma história não oficial, que está parcialmente inserida nos arquivos pequenos, constituindo-se apenas numa memória guardada pelas instituições. Neste âmbito, a partir de uma abordagem histórica e pós-colonial2, buscamos estabelecer a relação entre as dimensões ficcional e documental do cinema moçambicano, através da análise das vertentes de produção e construção narrativa, enfatizando a relação do filme “Desobediência” com a história de Moçambique, integrando, numa fase subsequente, a nossa análise, no âmbito geral, ao Cinema Universal. Através do método indutivo formulamos uma generalização a partir da ocorrência do objecto de estudo (Desobediência), para compreender o enquadramento no Cinema Moçambicano em geral e no Cinema Contemporâneo, de forma mais ampla.
Descrição
Palavras-chave
Moçambique Cinema Licínio de Azevedo História Ficção Documento Filme
