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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta dissertação parte da ideia de que o conceito de dispositivo é o operador conceptual mais decisivo para pensar a experiência contemporânea. Para tanto, tomámos com objecto o conceito de dispositivo na obra de Giorgio Agamben e assim tentámos compreender como poderia ser útil o modo pelo qual Agamben pensa o conceito de maneira a perceber a relação prioritária da técnica com política. A primeira parte desta dissertação é uma abordagem às raízes do conceito de dispositivo na obra de Martin Heidegger e na de Michel Foucault pretendendo-se compreender a tradição de pensamento na qual o próprio Agamben se insere. Na segunda parte explorámos a importância que assume na obra do filósofo italiano o dispositivo teológico e, por outro lado, como é que a relação da política com a técnica é pensada pelo mesmo autor. Chegámos a duas conclusões: (a) uma das suas principais inovações foi demonstrar como o conceito de dispositivo é também devedor de um outro conceito da teologia cristã, o de oikonomia, assim Agamben mostra como a nossa cultura apelidada de secular depende da sua herança teológica; (b) a obra de Agamben, apesar das suas inovações falha na compreensão de que o principal dispositivo na nossa cultura é agora técnico, o que o leva a uma ausência de uma filosofia da técnica substancial no seio da sua teoria do dispositivo, que não lhe permite compreender amplamente os fenómenos políticos associados às novas tecnologias de informação e comunicação no contexto da nossa sociedade do controlo.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicação
Palavras-chave
Dispositivo Política Giorgio Agamben
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
